“Se a Nova Rota do Oeste não fizer, o município vai ter que fazer”, diz Wanderley sobre viaduto em Sorriso
O vereador Wanderley Paulo afirmou que problemas na elaboração do projeto original impediram o avanço da obra do viaduto planejado para melhorar o acesso entre a região Leste e o centro de Sorriso. Segundo ele, a proposta inicial apresentava falhas estruturais graves, o que exigiu a reformulação do projeto e abriu caminho para uma nova articulação envolvendo a concessionária Nova Rota do Oeste e a Prefeitura.
Durante pronunciamento, o parlamentar explicou que os recursos para a execução da obra já estavam garantidos desde a gestão do ex-prefeito Ari Lafin e continuaram em caixa no início da administração de Alei Fernandes. No entanto, ao iniciar os trâmites para a obra, a construtora responsável identificou inconsistências técnicas no projeto.
De acordo com Wanderley, o projeto teria sido elaborado de forma incompleta, sem prever elementos fundamentais da estrutura, como a base de sustentação do viaduto.
“Fizeram o projeto da viga para cima e esqueceram as sapatas, toda a estrutura”, afirmou.
O vereador relatou que, diante do problema, seria necessário um aditivo contratual para corrigir as falhas, mas o valor ultrapassaria o limite de 25% permitido por lei. Com isso, foi preciso refazer todo o projeto.
Segundo Wanderley Paulo, a solução encontrada veio após articulação com a Nova Rota do Oeste, que assumiu o compromisso de executar o viaduto ao lado da Havan e ainda realizar a pavimentação de um trecho entre o Del Norte e uma rua já asfaltada, passando pela região do motel e garantindo acesso ao bairro Rota do Sol.
O parlamentar destacou que, enquanto o impasse se arrastava, os recursos depositados para a obra chegaram a aproximadamente R$ 15 milhões. Ele também reforçou que a verba foi conquistada por meio de articulações políticas realizadas por ele junto ao governo federal.
Apesar de defender a decisão da prefeitura de aplicar parte dos recursos em outras frentes, Wanderley afirmou que não abre mão da construção do viaduto. Segundo ele, a obra é estratégica para melhorar a mobilidade urbana e atender uma região populosa da cidade, que enfrenta dificuldades de acesso ao centro.
O vereador ainda fez um alerta: caso a concessionária não execute a obra conforme o compromisso assumido, o município deverá bancar o viaduto com recursos próprios.
“Se a Nova Rota do Oeste não fizer, o município vai ter que fazer. Não dá mais para deixar a população da Zona Leste no prejuízo”, afirmou.
Para Wanderley Paulo, a construção do viaduto é uma demanda essencial para uma das regiões que mais crescem em Sorriso e deve ser tratada como prioridade pela administração municipal.





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