Pai de Henry Borel critica decisão judicial e diz que filho foi “morto pela terceira vez”
O pai de Henry Borel, Leniel Borel, fez um duro pronunciamento após o julgamento relacionado à morte do menino e afirmou que a decisão judicial representa uma nova injustiça para a memória do filho. Emocionado, ele declarou que Henry foi “morto pela terceira vez” e criticou os argumentos apresentados durante o processo.
Segundo Leniel, a dor pela perda do filho permanece intensa mesmo após mais de cinco anos do crime que chocou o país. Ele relembrou que já havia considerado uma decisão anterior da Justiça como uma “segunda morte” de Henry e afirmou que o novo desfecho do caso aprofundou ainda mais seu sentimento de indignação.

Durante a declaração à imprensa, o pai contestou a tese de que a misoginia teria sido responsável pela morte do menino. Para ele, essa interpretação desvia a responsabilidade de quem tinha o dever legal de proteger a criança.
“Foi falado ali agora que a misoginia matou o Henry. O Henry representa milhares de crianças que são vítimas todos os dias. Decisões como essa abrem precedente para outras mães ou genitoras que possam permitir que seus filhos sejam mortos”, afirmou.
Leniel também mencionou a própria mãe, avó de Henry, ao questionar a justificativa apresentada. Segundo ele, atribuir o caso à misoginia seria desconsiderar a responsabilidade individual dos envolvidos e o papel de proteção que deveria ter sido exercido dentro do ambiente familiar.
Em sua fala, o pai ressaltou que a pessoa responsável por garantir a segurança da criança era a mãe de Henry, Monique Medeiros, que estava no apartamento onde ocorreram os fatos juntamente com o então vereador Dr. Jairinho, apontado pelas investigações como autor das agressões que resultaram na morte do menino.
A morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, teve grande repercussão nacional e provocou debates sobre violência contra crianças, responsabilidade parental e mecanismos de proteção à infância. Desde então, Leniel Borel tem atuado em defesa de medidas mais rígidas de combate aos maus-tratos e à violência infantil, transformando a própria tragédia em uma bandeira pela proteção de crianças em todo o país.
Ao final do pronunciamento, Leniel reafirmou que continuará buscando justiça em nome do filho e de outras vítimas de violência, destacando que o caso de Henry não pode ser esquecido e deve servir de alerta para a sociedade.
Por Rbt News




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