Flávio Bolsonaro diz que Lei Maria da Penha “é um pedaço de papel” e defende punições mais severas para agressores
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste sábado (18) que a Lei Maria da Penha, principal instrumento de combate à violência doméstica no Brasil, não é suficiente para proteger as mulheres. Durante um evento do Partido Liberal (PL) no Espírito Santo, ele declarou que “é um pedaço de papel” e defendeu penas mais rigorosas para autores de agressões.
O discurso foi feito durante o encontro estadual da legenda, onde Flávio apresentou propostas voltadas à segurança pública e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Segundo o senador, um eventual governo comandado por ele adotaria medidas para ampliar o tempo de prisão de condenados por violência doméstica e impedir que eles sejam beneficiados por audiências de custódia logo após a prisão.
“A gente tem lei no Brasil e esses marginais vão ter que ficar, sim, muito mais tempo presos, não vai mais sair em audiência de custódia. Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres. O que vai defender as mulheres é o que o Lorenzo fez enquanto prefeito e o que vai fazer como governador e o que nós vamos fazer em todo o Brasil”, afirmou.
Na fala, o senador elogiou o ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), citando as ações desenvolvidas por ele na área de proteção às mulheres durante sua gestão municipal.
A declaração ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro busca ampliar o diálogo com o eleitorado feminino durante sua pré-campanha à Presidência. Nos últimos meses, o senador tem intensificado agendas e discursos voltados a esse público.
O movimento acontece após um episódio de repercussão envolvendo sua madrasta, Michelle Bolsonaro. Em junho, a ex-primeira-dama divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que foi “humilhada” e “maltratada” pelo enteado, em meio a um desentendimento familiar que ganhou repercussão pública.
As declarações de Flávio sobre a Lei Maria da Penha devem repercutir no debate político, já que a legislação, sancionada em 2006, é considerada um dos principais marcos legais de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no país.
Por Ana Flávia Moreira





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