Justiça concede liberdade provisória a empresário preso por posse de munições, mas mantém prisão preventiva por investigação de estupro de vulnerável
A Justiça concedeu liberdade provisória ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, preso em flagrante pela suposta posse irregular de munições de calibre .38. A decisão, no entanto, não resulta na saída imediata do investigado da prisão, uma vez que ele permanece custodiado em razão de um mandado de prisão preventiva expedido em outro processo, que apura o crime de estupro de vulnerável.
Na decisão, a magistrada fixou fiança equivalente a dois salários mínimos, autorizando o pagamento em duas parcelas. Além disso, determinou medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal em juízo, a proibição de se ausentar da comarca por período superior a oito dias sem autorização judicial e a obrigação de não praticar novas infrações penais.
A liberdade provisória concedida diz respeito exclusivamente ao auto de prisão em flagrante relacionado às munições apreendidas durante a operação policial realizada nesta semana. Como há uma prisão preventiva em vigor no âmbito da investigação sobre crimes sexuais contra crianças, o empresário permanecerá recolhido à disposição da Justiça.
Operação investiga crimes contra crianças
Fábio Serafim de Oliveira foi preso durante uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso deflagrada em Sorriso, que cumpriu mandado de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão no curso de uma investigação que apura, em tese, os crimes de estupro de vulnerável e delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à produção, armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantojuvenil.
Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam armas de fogo, munições, aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, fitas VHS e outros materiais que serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência da esposa do empresário, investigada por possível participação nos fatos. Em relação a ela, a Justiça determinou medidas cautelares diversas da prisão.
Investigação teve início após prisão de suspeita
As investigações começaram após a prisão de Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos. Conforme informou a Polícia Civil, ela é investigada por aliciar crianças e produzir imagens de exploração sexual infantil destinadas, supostamente, a terceiros.
Em depoimento à polícia, Tafnes confessou ter produzido vídeos e fotografias envolvendo duas crianças e afirmou que encaminhou esse material ao empresário. Segundo o relato prestado durante o interrogatório, ela também declarou ter levado uma das vítimas ao encontro de Fábio, ocasião em que, conforme sua versão, teriam ocorrido abusos sexuais.
As declarações da investigada, somadas aos elementos obtidos por meio da extração de dados de seu telefone celular, embasaram a representação da Polícia Civil pelas medidas cautelares posteriormente autorizadas pelo Poder Judiciário.
A investigação segue sob sigilo para preservar a identidade das vítimas menores de idade e permitir o aprofundamento das diligências. A Polícia Civil informou que continua trabalhando para esclarecer os fatos, identificar possíveis coautores e reunir novas provas.
Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações relacionadas aos crimes sexuais, e os fatos ainda são objeto de investigação e tramitação na Justiça.
Por Redação RBT News





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