Julgamento do caso do menino Henry Borel entra no sexto dia neste sábado
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros chega neste sábado (30) ao sexto dia, com expectativa para os depoimentos das testemunhas da defesa de Monique. A sessão foi retomada às 15h15, no II Tribunal do Júri, no centro do Rio.
A avaliação de advogados é a de que o julgamento ainda deve durar alguns dias. Também há expectativa sobre o depoimento da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, já que a defesa avalia se manterá a oitiva. Aos advogados, a juíza afirmou que somente deixará ela participar caso se retrate pelos falsos depoimentos já dados.
Até agora, 13 das 27 testemunhas previstas foram ouvidas. O quinto dia terminou às 4h18 da madrugada deste sábado, após quase 20 horas de sessão.
Os depoimentos do perito Luiz Carlos Leal Prestes e do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva reforçaram a tese da acusação de que Henry foi vítima de agressões.
“O acidente doméstico está totalmente descartado. Não existe um acidente doméstico. Isso é uma coisa fantasiosa”, afirmou Prestes.
O dia também foi marcado pelo depoimento emocionado de Leniel Borel. Segundo Leniel, nos últimos fins de semana Henry demonstrava resistência em retornar para a casa da mãe, pedindo para ir para Bangu ou permanecer com o pai.
Na época, ele e outras pessoas interpretavam esse comportamento como uma reação ao processo de separação dos pais. Inclusive, uma psicóloga contratada durante a separação compartilhava dessa avaliação.
“O Henry não estava querendo voltar para o apartamento. Ele queria voltar para a casa da avó, em Bangu, ou para o meu apartamento”, disse.
Durante a sessão, Monique deixou o plenário após passar mal durante a exibição de fotos da necropsia. Mais tarde, Jairinho também deixou o tribunal alegando mal-estar.
Até às 21h do sábado, Bryan Medeiros, irmão de Monique, era interrogado pelas defesas. Ele afirmou que a irmã foi orientada a mentir no primeiro depoimento prestado na delegacia pelo advogado André França, que defendia Monique e Jairinho na época.
Segundo ele, a ré foi instruída a dizer que foi ela quem encontrou o menino desfalecido no apartamento. Monique sustenta, agora, que foi Jairinho e que ela estava dormindo.
Ainda durante a oitiva, o irmão disse que Monique sempre trabalhou e passou a ganhar somente R$ 500 a mais após conseguir uma vaga no Tribunal de Contas do Município, emprego que teria conseguido após pedido de Jairinho.
Conversas de Monique com o pai, em que ela dizia que queria tirar a vida após a morte de Henry, foram mostradas no plenário.
Bryan também declarou que nunca percebeu sinais de agressão no corpo de Henry durante a convivência com a criança.
Por Folha de São Paulo





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