El Niño avança e pode deixar inverno mais quente; IBGE lança sistema para prever desastres

O fortalecimento do El Niño ao longo de 2026 já acendeu um alerta para os efeitos do clima no Brasil. Com previsão de temperaturas mais elevadas durante o inverno e aumento do risco de chuvas intensas no Sul do país, o fenômeno levou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a lançar nesta terça-feira (23) uma nova ferramenta voltada à prevenção de desastres naturais.

Batizado de Singed Lab Desastres, o sistema entrará em funcionamento em 1º de julho e terá como missão auxiliar gestores públicos e privados a identificar riscos, monitorar áreas vulneráveis e agir antes que eventos climáticos extremos provoquem perdas humanas e materiais.

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IBGE lança sistema para prever desastres, com foco no El Niño. – Foto: Reprodução

A iniciativa faz parte da estratégia nacional de preparação para os impactos das mudanças climáticas e chega em um momento em que meteorologistas acompanham a evolução do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

IBGE quer antecipar riscos e reduzir impactos

Segundo o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a nova plataforma representa uma mudança na forma como o país lida com desastres climáticos.

“O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o Estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contar perdas, mas para evitar que elas aconteçam.”

A proposta é capacitar equipes municipais para utilizar dados estratégicos antes, durante e depois de eventos extremos. Entre as informações disponíveis estarão mapas de áreas de risco, identificação de populações vulneráveis, projeções de manchas de inundação e estimativas de domicílios afetados.

O objetivo do instituto é que cada município brasileiro tenha sua própria Comissão de Prevenção de Desastres, formada por profissionais treinados para agir rapidamente em situações de emergência.

O que é o El Niño e por que ele preocupa

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Regiões como o Centro-Oeste e Sudeste devem sentir mais os efeitos do El Niño durante o inverno. – Foto: Agência Brasil

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O nome, que significa “O Menino” em espanhol, surgiu entre pescadores do Peru e do Equador em referência ao Menino Jesus, já que o aquecimento costumava ser observado próximo ao período do Natal.

Quando se intensifica, o fenômeno altera os padrões climáticos em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. Entre os principais efeitos estão mudanças na distribuição das chuvas, aumento das temperaturas e maior frequência de eventos extremos.

Inverno deve ser mais quente em grande parte do país

O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 do último domingo (21) e seguirá até 22 de setembro, quando terá início a primavera.

Embora a estação seja tradicionalmente associada ao frio e aos dias mais curtos, a influência do El Niño deve mudar esse cenário em 2026. A expectativa é de temperaturas acima da média em diversas regiões do país, especialmente no Sudeste e no Centro-Oeste.

De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Melquizedek Rafael Duarte da Silva, o fenômeno dificulta o avanço das massas de ar frio.

“A gente pode não ter um inverno tão frio quanto a gente já teve. O El Niño acaba criando um bloqueio, principalmente próximo a São Paulo, e não permite que as frentes frias avancem tanto para a região do Sudeste e também um pouco para a região Centro-Oeste.”

Na prática, isso significa menos episódios de frio intenso e períodos mais prolongados de temperaturas elevadas para a estação.

Sul pode enfrentar mais temporais e enchentes

Além do calor acima do normal, especialistas alertam para o aumento do risco de chuvas fortes na Região Sul.

O inverno já costuma registrar precipitações frequentes nos estados sulistas, mas a presença do El Niño pode intensificar esse padrão, favorecendo a formação de temporais em curto intervalo de tempo.

Esse cenário aumenta a possibilidade de enchentes, inundações urbanas, transbordamento de rios e outros desastres associados ao excesso de chuva, justamente um dos focos de monitoramento da nova plataforma lançada pelo IBGE.

Por Primeira Página

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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