De acordo com o subprocurador-geral da República, Antônio Edílio Magalhães Teixeira, o relaxamento da prisão desrespeita decisões anteriores tomadas pelo pelo STF.
Prisão imediata
Na decisão desta sexta-feira (17/4), Gilmar Mendes determinou “imediato cumprimento pela autoridade policial competente e pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro para as providências cabíveis”.
Gilmar concordou que não houve demora injustificada no processo que autorizasse a liberdade de Monique, uma vez que, o adiamento do júri ocorreu por atos da defesa de Dr. Jairinho.
“Inexiste constrangimento ilegal por excesso de prazo quando o adiamento do julgamento decorre de ato da defesa do corréu (abandono de plenário) e de oposição da própria ré à cisão processual”, afirmou a PGR.
O crime
Henry morreu em 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
À época do crime, os dois afirmaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.
por Metrópoles
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