Augusto Cury propõe drones e aplicativo de alerta para combater o feminicídio
Candidato à Presidência pelo Avante defende uso de tecnologia para acelerar o socorro a mulheres vítimas de violência
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu o uso de drones e de um aplicativo de emergência como ferramentas para combater a violência contra a mulher e reduzir os casos de feminicídio. A proposta foi apresentada durante a sabatina realizada pela TV Globo neste sábado (29).

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos e exibida após o Jornal Nacional. A sabatina fez parte da série de entrevistas da emissora com candidatos à Presidência.
Ao ser questionado sobre o combate ao feminicídio, Cury afirmou que pretende tornar a atuação policial mais rápida e preventiva. Segundo o candidato, uma das ferramentas seria um aplicativo pelo qual uma mulher em situação de ameaça poderia acionar um botão de alerta.
A proposta prevê que o pedido de socorro seja georreferenciado e encaminhado à delegacia mais próxima, permitindo o acionamento das forças de segurança.
Como funcionariam os drones
Cury também explicou como pretende utilizar os drones. Segundo ele, o equipamento seria acionado a partir da delegacia e poderia chegar ao local antes da equipe policial.
O candidato afirmou que o drone emitiria uma sirene de alerta com o objetivo de interromper ou inibir uma agressão enquanto os policiais se deslocam para atender a ocorrência.
“Ele sai da delegacia antes do policial e ele faz uma sirene de alerta.”
Segundo Cury, a intenção seria ganhar tempo em situações nas quais uma mulher esteja sob ameaça iminente.
O próprio candidato ressaltou, porém, que sua proposta não se resume ao uso de drones. Durante a entrevista, ele destacou também o aplicativo de emergência como parte da estratégia para acelerar o atendimento policial.
Proposta entra no debate eleitoral
A utilização de tecnologia para combater a violência contra a mulher passou a ocupar espaço no discurso de segurança pública de Cury. O candidato defende uma atuação policial mais rápida e proativa, utilizando ferramentas digitais para facilitar a comunicação entre vítimas e autoridades.
A proposta, entretanto, é uma promessa de campanha, e não uma política pública já implantada. Sua eventual implementação dependeria de investimentos, infraestrutura, integração entre aplicativos e forças policiais, além da definição de protocolos para o acionamento dos drones.
Outro ponto da proposta é a questão da cobertura tecnológica. Segundo relatos sobre a entrevista, Cury reconheceu que o aplicativo não seria disponibilizado inicialmente em municípios sem infraestrutura adequada.
A diferença é importante para o debate eleitoral: os drones aparecem na proposta como uma ferramenta de resposta rápida, e não como uma solução isolada para o problema do feminicídio.
A ideia coloca a tecnologia no centro da proposta de segurança de Cury e abre um debate sobre até que ponto recursos como inteligência artificial, aplicativos e aeronaves não tripuladas podem complementar e não substituir a atuação das forças de segurança e as políticas de proteção às mulheres
Por Redação RBT News




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