“Sofremos uma injustiça”, afirma técnico egípcio após virada da Argentina
A eliminação do Egito para a Argentina gerou forte revolta da comissão técnica egípcia. Após a derrota por 3 a 2, de virada, o treinador Hassan fez duras críticas à atuação da arbitragem e afirmou que sua equipe foi prejudicada durante a partida.

O Egito chegou a abrir 2 a 0 no placar e caminhava para a classificação, mas viu a Argentina reagir na reta final do confronto. Cristian Romero descontou aos 34 minutos do segundo tempo, Lionel Messi empatou quatro minutos depois e Enzo Fernández marcou o gol da vitória nos acréscimos.
Na entrevista após o jogo, Hassan afirmou que houve influência da equipe argentina sobre o árbitro francês François Letexier.
“Parecia haver uma pressão exercida pelo lado argentino sobre o árbitro, e isso contribuiu para esse desfecho.”
O treinador contestou principalmente a anulação, após revisão do VAR, de um gol que ampliaria a vantagem egípcia para 2 a 0. Ele também reclamou de uma entrada considerada dura dentro da área nos minutos finais, lance que, segundo ele, sequer foi revisado pelo árbitro de vídeo.
“Não estou convencido com esse resultado. Não estou convencido com a forma como as coisas aconteceram durante esta partida.”
Sem esconder a indignação, Hassan afirmou que sua equipe foi vítima de uma injustiça.
“Não quero tentar suavizar isso com palavras bonitas, dizendo que foi azar ou algo do tipo. Hoje fomos tratados de forma injusta. Sofremos uma injustiça.”
Críticas à escolha do árbitro
O comandante revelou ainda que a federação egípcia já havia demonstrado preocupação antes da partida com a escolha de François Letexier para apitar o confronto, citando o histórico do árbitro francês.
Durante os acréscimos, Hassan recebeu cartão amarelo por reclamar da falta de revisão do VAR. Na confusão dos minutos finais, um integrante da comissão técnica egípcia foi expulso.
Ao término da partida, os egípcios acumularam cinco cartões amarelos, enquanto a seleção argentina deixou o campo sem qualquer advertência disciplinar, fato que também foi questionado pelo treinador.
Horário do jogo também foi alvo de críticas
Além da arbitragem, Hassan criticou a programação da partida, disputada ao meio-dia. Segundo ele, o horário prejudicou o desempenho dos atletas.
“Tenho coragem de dizer que quem marca jogos para esse horário nunca jogou futebol. Isso não tem nada a ver com futebol, porque você não marca uma partida para o meio-dia.”
O treinador ironizou a preparação necessária para um jogo nesse horário.
“Ao meio-dia você vai caminhar, tomar um ar fresco, talvez fazer um brunch. Você não entra em campo para jogar futebol. Quando os jogadores deveriam comer? Às 7h30 da manhã para estarem prontos para jogar ao meio-dia?”
Por fim, Hassan afirmou que o episódio levanta dúvidas sobre a credibilidade da competição.
“Houve muitas coisas que precisam ser questionadas dentro e fora de campo. Foram muitos aspectos negativos. Trata-se de credibilidade, ou melhor, da falta de credibilidade na forma como tudo aconteceu.”
Por Ana Flávia Moreira




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