Após críticas sobre a redução de equipes e o fechamento de bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Mato Grosso, o governador Otaviano Pivetta sinalizou que o modelo adotado pelo Estado poderá passar por ajustes. Durante coletiva, ele afirmou que não descarta a renovação de contratos encerrados no fim de março e defendeu uma construção conjunta para definir os próximos passos do serviço.

O debate ganhou força após o governo propor transferir parte dos atendimentos de urgência para o Corpo de Bombeiros, sob o argumento de ampliar a eficiência e aproveitar a presença da corporação em diferentes regiões do estado. A proposta, no entanto, gerou reação após denúncias de redução no efetivo do SAMU e desativação de bases.
Diante da repercussão, Pivetta afirmou que pretende reunir servidores e representantes envolvidos para discutir alternativas e evitar conflitos entre as atribuições do SAMU e dos Bombeiros. Segundo ele, a possibilidade de aditivos e renovação dos contratos segue em aberto.
A gestão estadual é responsável pelo serviço em Cuiabá desde 2007, quando assumiu a operação em meio a dificuldades financeiras do município. Atualmente, o sistema conta com servidores efetivos e profissionais contratados temporariamente, enquanto o crescimento populacional e o aumento da demanda têm pressionado a estrutura.
Uma nova reunião foi marcada para esta quinta-feira, quando deve ser debatida a reorganização do atendimento de urgência e a definição de um modelo que evite sobreposição de funções entre equipes médicas do SAMU e militares do Corpo de Bombeiros.
Em meio às críticas sobre a estrutura da saúde pública, o governo também reforçou o aporte de R$ 400 milhões na Tabela SUS Mato Grosso, medida que busca reduzir filas e ampliar a capacidade de atendimento na rede pública.
Mesmo admitindo rever pontos da proposta, o governador manteve a defesa da ampliação das 15 novas bases do Corpo de Bombeiros, tratadas pelo governo como apoio complementar ao atendimento pré-hospitalar.
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa deve acompanhar as discussões e a formalização dos contratos, além de cobrar a reativação das bases desmobilizadas em Cuiabá e a normalização do serviço.
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