Pai de Henry Borel se pronuncia após nova prisão de Monique: ‘Não vou recuar’
O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, voltou a cobrar justiça após a nova prisão de Monique Medeiros, ré pela morte da criança. Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira, 20, ele defendeu a necessidade de manter a acusada presa durante o andamento do processo.
“Graças a Deus, Monique está presa. Ela está voltando para um lugar de onde nunca deveria ter saído. Monique solta é um risco para o processo, para as testemunhas e para a própria busca da verdade”, disse ele.
Na publicação, Leniel afirmou que a soltura anterior da acusada representava uma ameaça à investigação. “Porque deixar alguém solto, colocando em risco o processo e as testemunhas não é só um erro. É uma afronta à Justiça e toda a sociedade”, declarou.
E afirmou: “Meu filho Henry merece justiça e eu não vou parar, não vou recuar e não vou me calar até que ela seja completa.”
Monique Medeiros se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã da segunda-feira, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que determinou o retorno dela à prisão. A acusada havia sido solta no mês passado.
De acordo com a Polícia Civil, Monique apresentou-se na 34.ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense, onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva.
Em 23 de março, a juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), concedeu liberdade provisória à Monique sob o entendimento de que a sua prisão era ilegal em razão do “despropositado prazo da prisão”. Ela está detida de forma provisória desde 2021 – chegou a sair em 2022, mas retornou meses depois.
O argumento, contudo, foi negado por Gilmar Mendes, na sexta-feira, 17. Na decisão, o ministro destacou que a necessidade da prisão preventiva já havia sido reconhecida em julgamentos anteriores, com base na gravidade dos fatos e em indícios de coação de testemunhas, o que justificaria a medida para garantir a ordem pública e o andamento da instrução criminal.
“Enquanto cumpria prisão domiciliar, a acusada teria coagido importante testemunha (a babá da vítima), de modo a prejudicar a elucidação dos fatos”, destacou o ministro.
Gilmar Mendes ainda afastou a tese de excesso de prazo, apontando que o adiamento do julgamento ocorreu por fatores atribuídos à própria defesa, como o abandono do plenário por advogado de corréu, o que, segundo ele, não caracteriza constrangimento ilegal.
O menino Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe, Monique, e o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, também réu e preso pelo crime.
R7





Publicar comentário