MT é o 3º estado do país onde menos se trabalha em home office, aponta IBGE
Trabalhar de casa já faz parte da rotina de cerca de 30 mil pessoas em Cuiabá. Em 2025, 10,1% dos trabalhadores ocupados na capital mato-grossense exerciam principalmente as atividades profissionais dentro da própria residência, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No estado, apenas 4,5% da população ocupada tinha a própria residência como principal local de trabalho. Com esse percentual, Mato Grosso aparece entre as três unidades da Federação com menor presença do home office no país, à frente somente do Acre, com 3,6%, e de Rondônia, com 4,1%.
Onde o home office é mais comum entre os trabalhadores?
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A diferença entre os dados também chama atenção: enquanto 10,1% dos trabalhadores de Cuiabá atuam principalmente de casa, no conjunto de Mato Grosso essa proporção cai para menos da metade.
MT tem o 3º menor percentual do país
No Brasil, 7,9% da população ocupada trabalhava principalmente em casa em 2025, percentual equivalente a cerca de 6,6 milhões de pessoas com 14 anos ou mais. Mato Grosso, com 4,5%, ficou 3,4 pontos percentuais abaixo da média nacional.
Na comparação entre as unidades da Federação, apenas Acre e Rondônia apresentaram índices menores. Na outra ponta estão Ceará, Distrito Federal e Rio de Janeiro, as únicas unidades da Federação em que mais de 10% dos trabalhadores tinham a residência como principal local de trabalho.
São Paulo, apesar de concentrar um dos maiores mercados de trabalho do país, ficou próximo da média nacional, com 8,1%.
Cuiabá tem 10,1% dos trabalhadores em casa
Quando são consideradas apenas as capitais, a situação de Cuiabá é diferente da observada no conjunto de Mato Grosso. Na capital mato-grossense, 10,1% dos trabalhadores exercem suas atividades principalmente de casa.
Porto Alegre tem a maior proporção entre as capitais brasileiras: 18,7%, o que significa que quase um em cada cinco trabalhadores da cidade atua principalmente dentro da própria residência.
Depois aparecem Recife, com 15,4%, Belo Horizonte, com 15,2%, e Florianópolis, com 13,7%. Curitiba registra 12,3%, Belém tem 11,9%, Fortaleza 11,8%, e Goiânia e João Pessoa aparecem com 11,6% cada.
6,6 milhões trabalham principalmente de casa
Em todo o país, o grupo associado ao home office era formado por cerca de 6,6 milhões de pessoas em 2025.
O percentual de 7,9% permaneceu estável em relação a 2024 e continua acima do observado antes da pandemia de Covid-19. Em 2019, 5,8% dos trabalhadores tinham a residência como principal local de trabalho. No início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, eram apenas 3,6%.
Não houve coleta dessas informações em 2020 e 2021 por causa das restrições impostas durante a pandemia. Quando o levantamento foi retomado, em 2022, o home office alcançou o maior percentual da série: 8,4%.
Depois disso, houve recuo. O índice passou para 8,2% em 2023 e 7,9% em 2024, permanecendo no mesmo patamar em 2025. Apesar da redução desde o pico registrado após a pandemia, a proporção atual ainda está mais de dois pontos percentuais acima da observada em 2019.

São Paulo lidera em número absoluto
A posição das cidades muda quando a comparação considera o número absoluto de trabalhadores, e não a proporção. São Paulo lidera entre as capitais brasileiras, com 543 mil pessoas trabalhando principalmente de casa em 2025.
O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 287 mil trabalhadores, e Belo Horizonte tem 168 mil. Brasília soma 122 mil, Fortaleza 117 mil, Porto Alegre 115 mil e Curitiba 106 mil. Recife registra 98 mil trabalhadores nessa condição e Goiânia, 84 mil.
Mesmo liderando em número absoluto, São Paulo tem 9,3% da população ocupada trabalhando principalmente em casa, abaixo de cidades como Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Cuiabá.
Trabalho presencial ainda domina
Apesar da consolidação do home office em um patamar superior ao período pré-pandemia, a maioria dos brasileiros continua trabalhando em estabelecimentos físicos. Em 2025, 60,2% da população ocupada exercia a atividade principalmente no estabelecimento do próprio empreendimento. O percentual era de 59,4% em 2024. Santa Catarina apresentou a maior proporção nessa modalidade, com 73,1%, seguida por São Paulo, com 69,9%.
Na outra ponta, o Piauí teve o menor percentual, com 44,7%. Entre as capitais, Florianópolis e São Paulo aparecem com 71,7% dos trabalhadores atuando principalmente no estabelecimento do próprio empreendimento. Boa Vista tem o menor percentual, com 53,1%.
O que o IBGE considera home office
A pesquisa leva em consideração o local onde a pessoa exerce principalmente o trabalho. Por isso, os 7,9% não representam necessariamente todas as pessoas que trabalham remotamente em algum momento da semana.
Um profissional que trabalha três dias por semana em casa e dois na sede da empresa, por exemplo, pode ser contabilizado entre aqueles cujo principal local de trabalho é a residência.
Já uma pessoa que passa quatro dias na empresa e apenas um em casa entra no grupo daqueles que trabalham principalmente no estabelecimento do empreendimento.
As estatísticas desse recorte não incluem empregados do setor público nem trabalhadores domésticos. Com isso, a população ocupada considerada pelo levantamento foi estimada em 84,6 milhões de pessoas em 2025.
Além dos 60,2% que trabalhavam no estabelecimento do próprio empreendimento e dos 7,9% que atuavam principalmente em casa, 13,8% trabalhavam em local indicado pelo empregador, patrão ou cliente.
Outros 8,4% exerciam as atividades em fazendas, sítios, granjas ou chácaras, 5% tinham veículos automotores como principal local de trabalho e 2,1% trabalhavam em vias ou áreas públicas.
O levantamento também aponta 1,6% trabalhando em estabelecimento de outro empreendimento, 0,7% no domicílio do empregador, patrão, sócio ou cliente e 0,3% em outros locais.
Por Primeira Página




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