Mato Grosso tem 3º pior desempenho em leitura e 4º pior em matemática e ciências no Pisa

Mato Grosso aparece entre os estados brasileiros com os menores desempenhos no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). O estado ficou na 3ª pior posição em leitura e na 4ª pior colocação em matemática e ciências, na comparação entre as 26 unidades federativas e o Distrito Federal.

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Iluitração feito por IA

Os resultados também ficaram abaixo do desempenho esperado quando levado em consideração o nível socioeconômico dos estudantes.

Em matemática, Mato Grosso alcançou 349,3 pontos, resultado 36,6 pontos inferior ao esperado para alunos com o mesmo perfil socioeconômico. Em ciências, foram 375,8 pontos, diferença negativa de 24,1 pontos.

Já em leitura, o estado registrou 376,2 pontos e ficou na 25ª posição nacional. Considerando o nível socioeconômico, o resultado ficou 1 ponto abaixo do esperado — uma diferença significativamente menor que a observada nas outras duas áreas.

Entre as três disciplinas analisadas, portanto, matemática apresentou a maior distância em relação ao resultado esperado para Mato Grosso.

O que é o Pisa?

O Pisa é uma avaliação internacional coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e mede o desempenho de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências.

Na análise apresentada, pesquisadores do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional) adaptaram os resultados considerando características socioeconômicas dos estudantes, como escolaridade dos pais, situação profissional da família e disponibilidade de recursos em casa, incluindo livros e acesso à internet.

O objetivo é permitir uma comparação que considere as diferentes condições sociais e econômicas às quais os estudantes estão submetidos.

Seduc cita ações para melhorar aprendizagem

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) informou que acompanha os resultados e considera os dados importantes para orientar o aperfeiçoamento das políticas educacionais.

Segundo a pasta, fatores socioeconômicos e a própria trajetória de aprendizagem influenciam o desempenho dos estudantes. A Seduc defende que os números sejam analisados em conjunto com outros indicadores educacionais e sociais.

Entre as iniciativas adotadas pela rede estadual estão a recomposição das aprendizagens, avaliações periódicas, Sistema Estruturado de Ensino e apoio pedagógico às escolas.

Frequência escolar é apontada como desafio

Para a pedagoga educacional Karla Fernandes do Carmo, um dos problemas que interferem diretamente na aprendizagem é a falta de continuidade na trajetória escolar.

“Um dos entraves que enfrentamos é a infrequência dos estudantes, devido à instabilidade financeira dos pais, que mudam de bairro constantemente. O aluno fica inseguro, não se sente confiante e, quando a criança está se acostumando com o ambiente escolar, mudam a criança de escola”, explicou.

Segundo ela, as interrupções prejudicam a consolidação das habilidades necessárias para que o estudante avance.

“Essa infrequência atrapalha o desenvolvimento das habilidades necessárias para a aprendizagem dos estudantes, pois o ensino é um processo contínuo. Quando existem essas rupturas, o trabalho docente não flui. Sem o aluno na escola, não tem como acontecer o ensino e a aprendizagem”, acrescentou.

Matemática apresenta desafios desde a formação básica

Na avaliação da pedagoga, parte das dificuldades observadas em matemática está relacionada à construção de conceitos fundamentais ainda nos primeiros anos da formação.

Ela cita como exemplos as noções de espaço, tempo, intensidade e quantidade, consideradas necessárias para o desenvolvimento posterior das habilidades matemáticas.

“Eles precisam estar consolidados para o desenvolvimento das habilidades básicas. Se esses conceitos não são construídos, não tem como prosseguir nos entendimentos e compreensões necessários para o aprendizado”, afirmou.

Além da aplicação de fórmulas e procedimentos, Karla defende que o ensino desenvolva resolução de problemas, raciocínio e argumentação, aproximando a matemática de situações presentes no cotidiano dos estudantes.

Dificuldades de leitura atingem outras disciplinas

Na leitura, a especialista chama atenção para a necessidade de alfabetização nos primeiros anos do ensino fundamental e para o desenvolvimento de habilidades que ultrapassem a simples decodificação das palavras.

Entre elas estão a capacidade de localizar informações, fazer inferências, interpretar diferentes gêneros textuais e compreender comandos.

Segundo Karla, problemas nessa área podem afetar o desempenho em outras disciplinas.

“Na leitura, as dificuldades de alfabetizar os alunos no tempo certo, o ideal seria nos dois primeiros anos do ensino fundamental, reverberam nas demais áreas do conhecimento, na ciência, na história, pois é através da leitura que os estudantes compreendem comandos, estabelecem relações, inferem informações e interpretam diferentes linguagens”, afirmou.

Ela acrescenta que os resultados ainda refletem impactos provocados pela pandemia.

Em ciências, a pedagoga defende maior aproximação entre os conceitos trabalhados em sala de aula e a realidade dos estudantes, estimulando observação, investigação, interpretação de dados e argumentação.

Diversidade também exige atenção

Outro ponto destacado é a diversidade dos estudantes mato-grossenses. Karla observa que os alunos estão inseridos em diferentes realidades territoriais e sociais e apresentam necessidades de aprendizagem heterogêneas.

Para ela, melhorar os indicadores exige ações que envolvam não apenas o conteúdo ministrado em sala de aula, mas também permanência escolar, infraestrutura, equidade, diversidade e valorização dos profissionais da educação.

Por Power Mix

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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