Incêndio em depósito da Educação de Várzea Grande foi acidental, aponta Politec
A hipótese de incêndio criminoso no depósito da Educação de Várzea Grande foi descartada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), nesta sexta-feira (26). O fogo, segundo levantamento, foi iniciado em fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados.
Segundo a Politec, os levantamentos periciais apontaram que o incêndio teve causa acidental, provocada por um fenômeno termoelétrico na câmara fria de alimentos congelados, que seriam destinados à merenda dos alunos da rede municipal de ensino.
No prédio funcionava a parte logística da Secretaria Municipal de Educação, onde eram armazenados alimentos, materiais e equipamentos que seriam enviados às escolas do município. O incêndio destruiu berços, colchões, geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado, mobiliário escolar e outros itens comprados para novas unidades de ensino.

Para chegar à conclusão, os peritos analisaram vestígios coletados no local, imagens de câmeras de segurança das redondezas e depoimentos de testemunhas. A equipe também realizou vistoria externa e superior, com o uso de drones, em todo o perímetro atingido pelas chamas.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar exatamente o que provocou o fenômeno termoelétrico. Segundo a literatura pericial, esse tipo de ocorrência pode estar relacionado a sobrecarga elétrica, curto-circuito ou descarga elétrica contínua.
“Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta da grande quantidade de material combustível que existia dentro do prédio”, explicou o perito.
O incêndio aconteceu no dia 17 deste mês e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros. Na ocasião, as chamas destruíram o galpão, fazendo com que parte do telhado desabasse e a área ficasse comprometida.
Após o incêndio, a Prefeitura de Várzea Grande decretou calamidade administrativa por 180 dias na Secretaria Municipal de Educação. Na época, a pasta informou que as escolas seguiriam funcionando normalmente e que as unidades já estavam abastecidas até a reposição dos estoques.
Com o fim das análises no local, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial, com o detalhamento dos exames, deve ser concluído em até 30 dias.
O documento deve trazer a descrição do local, os vestígios coletados e analisados em laboratório, relatos de testemunhas, imagens do sistema de monitoramento e a dinâmica do incêndio, indicando onde o fogo começou, como se espalhou e quais danos foram registrados em todos os ambientes.
Por Primeira Página




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