Ex-servidor do Detran-MT é condenado por desvio de R$ 2,8 milhões do DPVAT

O ex-servidor do Detran-MT, André Luiz Santos, foi condenado a 6 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto por causar um prejuízo de R$ 2.814.505,39 aos cofres públicos devido a um esquema de desvio de recursos do Seguro Obrigatório (DPVAT) em postos de arrecadação do Detran-MT. A decisão é do dia 30 de março deste ano, do juiz federal da 5ª Vara de Mato Grosso, Jefferson Scheineider.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou André Luiz e outras 5 pessoas pelo esquema, cujos crimes ocorreram entre maio de 2008 e abril de 2010. Servidor do órgão, ele adquiriu softwares maliciosos que alteravam os códigos de barras das guias para valores irrisórios, recrutando outros servidores como operadores para a captação de clientes junto ao público que procurava os balcões.

A defesa de André Luiz buscou nulidade absoluta por suposta “prova forjada e cerceamento de defesa”, requerendo extinção da punibilidade por prescrição da denúncia e absolvição por insuficiência de provas. Contudo, postulou reconhecimento de colaboração premiada para concessão de perdão judicial.

No entanto, conforme o magistrado, ofícios da Corregedoria do Detran comprovam que a investigação sobre as inconsistências na arrecadação referente ao Seguro Obrigatório – DPVAT já estava em curso, antes de o réu comparecer para prestar declarações perante o MP.

“Não é por outra razão que os softwares maliciosos entregues pelo próprio réu à autoridade policial, as diversas guias físicas apreendidas e os laudos periciais produzidos de forma autônoma constituem prova independente, robusta e autossuficiente, que em nada depende do documento questionado”, diz trecho.

O juiz ainda destacou que a tentativa da defesa de requalificar as declarações do réu como “colaboração premiada” não procedia, pois o réu não firmou qualquer acordo formal de colaboração. Além disso, o prazo prescricional para o crime é de 16 anos, sendo que a punição continua ativa.

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Juiz federal acatou denúncia do MPF, que apontou o ex-servidor como mentor do esquema. – Foto: Reprodução

Ainda segundo o MPF, André Luiz foi considerado o mentor, organizador e principal beneficiário do esquema, tendo confessado proveito pessoal de R$ 70 mil e responsabilidade pela totalidade da cadeia fraudulenta.

Com base nisso, o magistrado condenou o ex-servidor a 6 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto, pagamento de R$2.814.505,39 em reparação pelos danos causados e ainda sequestro de bens, com perda de um veículo GM Celta Life adquirido pelo réu com recursos desviados.

Primeira Página não localizou a defesa de André Luiz para mais esclarecimentos. Espaço segue aberto para manifestações.

Por Primeira Página

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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