Ex-governadores do DF intensificam articulações e miram eleições de 2026
A corrida eleitoral de 2026 já provoca movimentações entre antigas lideranças do Distrito Federal. Seis dos sete ex-governadores ainda vivos voltaram a atuar politicamente, com planos que vão desde a disputa pelo Palácio do Buriti até candidaturas ao Legislativo.

Entre os que pretendem voltar ao Executivo local está José Roberto Arruda. Filiado ao PSD, ele se coloca como pré-candidato ao governo, embora ainda enfrente incertezas jurídicas relacionadas a condenações por improbidade administrativa no contexto da operação Caixa de Pandora, o que pode impactar sua elegibilidade.
Já Ibaneis Rocha, que encerrou recentemente seu segundo mandato, deve tentar uma vaga no Senado Federal. Mesmo fora do cargo, ele busca manter relevância política, apesar do desgaste causado por investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB).
No campo progressista, Cristovam Buarque voltou à cena partidária e anunciou intenção de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PSB. Com trajetória consolidada, ele defende a união de forças políticas para fortalecer esse campo ideológico. Também pelo PSB, Rodrigo Rollemberg deve tentar a reeleição como deputado federal.
Outra liderança que retomou espaço é Maria de Lourdes Abadia, que recentemente se filiou ao PSD e pretende concorrer a deputada federal. Apesar de já ter sido adversária de Arruda, atualmente integra o mesmo grupo político.
Por sua vez, Agnelo Queiroz analisa a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara Legislativa. O petista recuperou seus direitos políticos após decisões judiciais que anularam condenações anteriores.
Fora da disputa eleitoral, Rogério Rosso afirmou que não pretende concorrer em 2026, embora siga participando das articulações partidárias.
O cenário indica uma reorganização significativa no tabuleiro político do Distrito Federal, reunindo nomes experientes de diferentes correntes ideológicas e antecipando uma eleição com forte disputa.
Por Ana Flávia Moreira




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