Equipe de Flávio Bolsonaro diz que só vai abrir o sigilo após analisar os documentos de Lula
Representantes do senador afirmam que os dados serão liberados após conferência da documentação apresentada pelo presidente ao TSE
A equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (22) que só autorizará a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do parlamentar após analisar a documentação apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A posição foi confirmada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, representante da campanha de Flávio. Segundo ela, a liberação dos dados do senador deverá ocorrer imediatamente caso seja confirmado que Lula cumpriu integralmente as condições estabelecidas.
“Se a gente confirmar que tudo que ele se comprometeu ele trouxe, será imediato”, afirmou a advogada, segundo reportagem do UOL.
Deltan Dallagnol ficará responsável pela análise
A campanha de Flávio designou o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR) para examinar a documentação relacionada à abertura dos sigilos de Lula e de pessoas próximas ao presidente.
A análise deverá abranger extratos e relatórios financeiros, com o objetivo de verificar se as exigências apresentadas pelo senador foram atendidas e identificar eventuais inconsistências nos documentos.
Entre as informações que deverão ser examinadas estão dados relacionados ao Instituto Lula, à primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Lula aceitou as condições apresentadas
O impasse teve origem no debate presidencial da TV Bandeirantes, realizado no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura dos sigilos dos dois candidatos.
Em resposta, o senador apresentou uma série de condições para concordar com a medida, incluindo a ampliação do acesso a informações financeiras e registros relacionados a familiares e pessoas próximas ao presidente.
Na quarta-feira (21), a campanha de Lula informou que o presidente aceitava as exigências. A equipe petista anunciou que formalizaria a resposta ao TSE nesta quinta-feira.
Liberação depende da conferência dos documentos
Com a nova posição, a equipe de Flávio estabelece a análise da documentação como etapa anterior à autorização para a abertura dos próprios sigilos. A campanha afirma que pretende verificar se todos os compromissos assumidos por Lula foram cumpridos.
A controvérsia mantém a transparência financeira no centro do embate entre os dois candidatos. O andamento da medida dependerá da conferência dos documentos e da formalização dos procedimentos necessários perante a Justiça Eleitoral.
Por RBT News




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