Eleição mais acirrada desde a redemocratização opõe Flávio Bolsonaro a Lula com 158 milhões aptos a votar

Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a voltar às urnas neste domingo (25) para decidir quem será o presidente da República pelos próximos quatro anos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) concorrem em uma das eleições mais acirradas em quase quatro décadas.

17925931876ad8cd236ac2c_1792593187_3x2_md-300x200 Eleição mais acirrada desde a redemocratização opõe Flávio Bolsonaro a Lula com 158 milhões aptos a votar

O filho de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tentar um golpe de Estado, terminou o primeiro turno à frente, com 47,03%, enquanto o atual mandatário teve 45,16% dos votos —a diferença de 1,87 ponto percentual é a menor registrada em um primeiro turno das eleições presidenciais desde a redemocratização.

17925931876ad8cd236ac2c_1792593187_3x2_md Eleição mais acirrada desde a redemocratização opõe Flávio Bolsonaro a Lula com 158 milhões aptos a votar
Funcionários da Justiça Eleitoral preparam urnas eletrônicas para o segundo turno das eleições 2026 no Distrito Federal – Pedro Ladeira – 21.out.26/Folhapress

Agora, Flávio soma 51% dos votos válidos (ou seja, sem contar brancos, nulos e indecisos) na pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24), enquanto Lula tem 49% —situação considerada de empate técnico. O petista e o postulante do PL apareceram numericamente empatados com 50% dos votos válidos cada no levantamento publicado pelo instituto na última quinta-feira (22).

A distância entre os candidatos no levantamento deste sábado, de 2 pontos percentuais, é a menor registrada em pesquisas de véspera do segundo turno realizadas pelo Datafolha desde 1989, ano do primeiro pleito presidencial depois da redemocratização.

Veja intenções de votos válidos para presidente nas pesquisas Datafolha de véspera do 2º turno

  • 29.out.2022

    Lula (PT, 52%) a 4 pontos de Jair Bolsonaro (PL, 48%)

  • 27.out.2018

    Jair Bolsonaro (PSL, 55%) a 10 pontos de Fernando Haddad (PT, 45%)

  • 25.out.2014

    Dilma Rousseff (PT, 52%) a 4 pontos de Aécio Neves (PSDB, 48%)

  • 30.out.2010

    Dilma Rousseff (PT, 55%) a 10 pontos de José Serra (PSDB, 45%)

  • 28.out.2006

    Lula (PT, 61%) a 22 pontos de Geraldo Alckmin (PSDB, 39%)

  • 26.out.2002

    Lula (PT, 64%) a 28 pontos de José Serra (PSDB, 36%)

  • 1998 e 1994

    Sem segundo turno, FHC foi eleito e reeleito no primeiro turno

  • 16.dez.1989

    Fernando Collor (PRN, 47%) a 3 pontos de Lula (PT, 44%) em pesquisa que considerava apenas votos totais; na boca de urna do dia da votação (17.dez.1989), Collor tinha 51,5% e Lula, 48,5% dos votos válidos

Em 2022, quando o atual presidente derrotou Bolsonaro, a diferença entre eles no levantamento Datafolha do dia anterior à votação era de 4 pontos percentuais (52% a 48%, respectivamente) —Lula foi eleito com 50,9%, contra 49,1% do adversário, com a menor distância registrada nas urnas na Nova República (1,8 ponto percentual).

Quatro anos antes, em 2018, quando Bolsonaro (à época filiado ao PSL) ganhou de Fernando Haddad (PT), eles tinham, respectivamente, 55% e 45% no Datafolha da véspera do segundo turno —ou seja, dez pontos de distância. Nas urnas, Bolsonaro teve 55,13% dos votos válidos, ante 44,87% de Haddad.

A maior distância entre presidenciáveis em uma pesquisa Datafolha no dia anterior ao segundo turno foi registrada em 2002, quando Lula foi eleito presidente pela primeira vez —o petista (64%) estava 28 pontos à frente de José Serra (PSDB, 36%) no levantamento. Eles obtiveram nas urnas, respectivamente, 61,27% e 38,73% dos votos válidos.

A menor diferença até então havia sido verificada em 1989, quando Fernando Collor (PRN) estava 3 pontos à frente de Lula tanto na véspera do segundo turno (47% a 44% em 16 de dezembro de 1989, em um levantamento que considerava apenas os votos totais) quanto na pesquisa boca de urna feita na data da votação (51,5% a 48,5% dos votos válidos). Nas urnas, eles obtiveram, respectivamente, 53,03% e 46,97%.

Veja percentuais com que presidentes foram eleitos desde 1989 e distância entre concorrentes

  • 30.out.2022

    Lula (PT) é eleito com 50,9%, 1,8 ponto percentual a mais que Jair Bolsonaro (PL, 49,1%)

  • 28.out.2018

    Jair Bolsonaro (PSL) é eleito com 55,13%, 10,26 pontos percentuais a mais que Fernando Haddad (PT, 44,87%)

  • 26.out.2014

    Dilma Rousseff (PT) é reeleita com 51,64%, 3,28 pontos percentuais a mais que Aécio Neves (PSDB, 48,36%)

  • 31.out.2010

    Dilma Rousseff (PT) é eleita com 56,05%, 12,1 pontos percentuais a mais que José Serra (PSDB, 43,95%)

  • 29.out.2006

    Lula (PT) é reeleito com 60,83%, 21,66 pontos percentuais a mais que Geraldo Alckmin (PSDB, 39,17%)

  • 27.out.2002

    Lula (PT) é eleito com 61,27%, 22,54 pontos percentuais a mais que José Serra (PSDB, 38,73%)

  • 4.out.1998

    Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é reeleito no primeiro turno com 53,06%, 21,35 pontos percentuais a mais que Lula (PT, 31,71%)

  • 3.out.1994

    Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é eleito no primeiro turno com 54,3%, 27,2 pontos percentuais a mais que Lula (PT, 27,1%)

  • 17.dez.1989

    Fernando Collor (PRN) é eleito com 53,03%, 6,06 pontos percentuais a mais que Lula (PT, 46,97%)

O segundo resultado mais apertado nas urnas desde 1989 foi registrado em 2014, quando Dilma Rousseff (PT) foi eleita com 51,64% dos votos válidos, 3,28 pontos percentuais à frente de Aécio Neves (PSDB, 48,36%). No Datafolha da véspera, a distância entre eles era de 4 pontos (52% a 48%).

Além dos votos de quem optou por outros candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro buscam convencer os 33,46 milhões de ausentes a ir às urnas neste domingo. A abstenção neste ano, de 21,08%, foi a maior desde 1998, quando 21,5% dos eleitores deixaram de votar.

A reta final das eleições foi marcada pela mobilização das campanhas nas redes sociais e em atos de rua. Neste sábado (24), Lula esteve em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na avenida Paulista, em São Paulo, enquanto Flávio participou de motociata e comício em Belo Horizonte e também no Rio de Janeiro.

Houve também relatos de diferenças no tratamento dado aos candidatos pela Meta, empresa de tecnologia americana dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. A suspeita é de que o senador foi privilegiado e o presidente, preterido —em um dos casos, a ferramenta de inteligência artificial Meta AI se recusava a produzir imagens com Lula, mas produzia materiais de campanha para Flávio.

Reportagem da Folha revelou no último dia 16 que funcionários da Meta admitiram, em mensagens internas da empresa, restrições que prejudicaram as contas de Lula no Instagram. Em um dos diálogos, um funcionário afirma que a conta do presidente estava “limitada” em comparação à de Flávio e que isso seria negativo pela “alta chance” de haver ação jurídica.

Na última semana da campanha, destacou-se também a discussão sobre a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico proposta por Lula a Flávio Bolsonaro no domingo (18), durante o debate da Band. Os presidenciáveis assinaram na quinta um acordo pela quebra mútua de suas informações e de seus familiares, mas o ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), considerou que não é atribuição da Justiça Eleitoral tratar do assunto.

O último confronto entre os candidatos aconteceu nesta sexta-feira (23), na TV Globo. Um dos principais momentos de embate ocorreu quando Flávio chamou Lula de “nove dedos”, ao que o presidente respondeu afirmando que perdeu o mindinho da mão esquerda ainda durante a adolescência, em um acidente de trabalho quando era torneiro mecânico, e chamando o oponente de grã-fino e miliciano.

O petista levou ao debate o caso de Ana Clara, menina de 5 anos morta por um tiro de fuzil em 2021, cuja mãe, Cristiane Gomes da Silva, estava no estúdio. Flávio integrou a defesa do policial militar acusado do crime. Ao responder, o senador chamou a mãe pelo nome da filha. Cristiane reagiu ao momento gritando: “Ela morreu”.

Haverá segundo turno para governador no Distrito Federal, onde Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o cargo, e em cinco estados do país.

Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) concorrem no Acre; Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) no Amazonas; Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo; Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) no Rio Grande do Norte; e Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) no Tocantins.

A votação acontece neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília. Os resultados começam a ser divulgados a partir das 17h, e a apuração pode ser acompanhada na Folha em tempo real.

 

Por Folha de São Paulo
 

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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