Defesa de Flávio fez 4 pedidos seguidos para caso ‘Dark Horse’ ficar com Mendonça em vez de Dino

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao menos quatro vezes ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o caso “Dark Horse” —que envolve o filme sobre Jair Bolsonaro— ficasse concentrado apenas nas mãos do ministro André Mendonça, primeiro relator do tema na corte, e não tivesse trechos também sob a responsabilidade de Flávio Dino.

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Foto: Reprodução

Em um dos pedidos, a defesa alega que Mendonça, indicado ao Supremo por Bolsonaro, já era relator de outras duas petições relativas ao caso. Parte da investigação, no entanto, estava na mão de Dino por dizer respeito ao uso indevido de emendas parlamentares, matéria que fica sob seu guarda-chuva.

“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, dizem os advogados. O ministro chegou ao STF por indicação do presidente Lula (PT).

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Ministro André Mendonça em sessão no STF – Adriano Machado – 12.ago.26/Reuters

As solicitações foram feitas entre 13 e 29 de julho deste ano. Algumas são endereçadas ao presidente da corte, Edson Fachin, enquanto outras são destinadas ao próprio ministro Flávio Dino.

Em um trecho, a equipe jurídica de Flávio acusa o Supremo de tentativa de manipulação ao designar Dino como relator de petições envolvendo o episódio.

“Caso tivessem sido protocolados de maneira correta, isto é, de forma autônoma e sem qualquer tentativa de manipulação artificial de competência, os requerimentos que deram ensejo à Petição nº 16.070 teriam sido inequivocamente distribuídos por prevenção ao Exmo. Min. André Mendonça”, diz o texto de 28 de julho.

Em um pedido endereçado a Dino, a defesa diz que, de seis ações anteriores da mesma leva de investigação, cinco haviam ficado sob a relatoria de Mendonça. Assim, os advogados de Flávio pediam que o ministro indicado por Bolsonaro assumisse a restante.

Nesta quinta (10), a Polícia Federal deflagrou uma operação contra 29 pessoas ligadas no âmbito da apuração sobre o envio de emendas parlamentares para a produtora do filme

A ação foi autorizada por Dino, justamente no processo que a defesa do senador tentou levar para Mendonça. O caso chegou à corte por meio de uma representação —a ADPF (arguição de descumprimento de preceito fundamental) 854— feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

O longa-metragem está no centro do desgaste da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, depois de áudios em que ele pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para finalizar a obra.

Em um dos documentos, a defesa de Flávio aponta equívocos por parte do Supremo na distribuição de tais ações para Dino, ao invés de Mendonça:

“Resta evidente que, dos seis processos autuados perante esse Supremo Tribunal Federal para requerer a instauração de investigações acerca do filme Dark Horse, apenas um deles, a Petição nº 16,070, não está sob a relatoria do Exmo. Min. André Mendonça, consequência direta do protocolo equivocado dos requerimentos na ADPF nº 854”, diz.

Conforme mostrou a Folha, a dona da Go Up controla outras três empresas, todas no mesmo endereço, que receberam verbas por emendas de deputados do PL e uma delas também assinou contrato de mais de R$ 100 milhões com a Prefeitura de SP para fornecimento de wi-fi.

Flávio tem dado declarações públicas para enfatizar haver “zero dinheiro público” no financiamento do filme sobre a vida e a trajetória política do seu pai.

Tabata e o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) afirmam que houve desvio de finalidade e descumprimento da decisão do STF que prevê critérios rígidos de transparência e rastreabilidade na execução das emendas e por isso protocolaram o pedido a Dino.

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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