Caso Carolina Beatriz: tragédia em Itabirito levanta alerta sobre segurança em parques de diversão

morte de Carolina Beatriz de Deus Maciel, de 21 anos, após um acidente no último sábado (11/2) em um parque de diversão em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, reacendeu o debate sobre a segurança desses equipamentos e a responsabilidade na manutenção.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), Alexandre Deschamps Andrade, a segurança começa pela rotina de inspeções. “Os brinquedos de parques precisam passar por inspeções frequentes e criteriosas”, afirma.

Segundo ele, embora seja difícil para o público identificar falhas técnicas, alguns sinais podem indicar problemas.

“Engates que não estão funcionando bem, pontos de ferrugem no equipamento, isso leva a gente a crer que a manutenção não está sendo devidamente feita”, explica. “Um barulho exagerado, fora do padrão de funcionamento, também pode ser um ponto de alerta para o usuário.”

O especialista destaca ainda que a responsabilidade pela segurança é compartilhada.

“Os proprietários são responsáveis, e o responsável técnico também é responsável. A responsabilidade é compartilhada”, diz.

Ele alerta que a ausência de manutenção adequada pode ter consequências graves: “Se o equipamento não estiver com as manutenções em dia, o proprietário está assumindo o risco.”

Sobre a frequência das inspeções, Deschamps explica que não há um prazo único. “Isso depende da idade do equipamento, das manutenções já realizadas e da condição dele. Cada equipamento vai ter seu tempo e seu prazo conforme a determinação do fabricante”, pontua.

Ele também chama atenção para parques itinerantes, que montam e desmontam estruturas constantemente. “Toda vez que você monta e desmonta um equipamento, pode faltar um parafuso, pode haver adaptações. Isso pode tornar esses parques mais vulneráveis a problemas”, avalia.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na noite de sábado (11/2), no Minas Center Park. O brinquedo envolvido, conhecido como “minhocão”, apresentou uma falha durante o funcionamento: uma peça teria se soltado, fazendo com que o primeiro vagão descarrilasse em uma curva e capotasse.

Quatro pessoas estavam no equipamento e foram arremessadas. Carolina Beatriz sofreu traumatismo cranioencefálico grave e teve uma parada cardiorrespiratória ainda no local. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada no parque. Outras três vítimas tiveram ferimentos leves.

Durante audiência de custódia, a Justiça manteve presos o operador do brinquedo, de 24 anos, e um dos donos do parque, de 45. A prisão foi convertida em preventiva, com indícios de homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de matar — além de lesão corporal.

A decisão judicial aponta possíveis falhas graves, como ausência de documentação que comprovasse a segurança do equipamento, além de problemas na operação. Um dos pontos destacados foi a declaração do operador, que atribuiu o acidente ao excesso de peso — o que, para a magistrada, reforça a falta de controle adequado.

Relatos também indicam que o brinquedo tinha apenas uma barra de contenção, sem outros dispositivos de segurança mais robustos, e que não havia sinalização clara sobre limites de uso.

Investigações e fiscalização

A investigação sobre as causas do acidente segue em andamento e envolve diferentes órgãos. A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais esteve no local ainda na noite da ocorrência e realizou a coleta de vestígios no brinquedo e na estrutura do parque. Os materiais serão analisados em laudos técnicos que devem apontar se houve falha mecânica, problema na manutenção ou negligência na operação do equipamento.

Do ponto de vista criminal, o caso já teve desdobramentos imediatos. O operador do brinquedo, de 24 anos, e um dos proprietários do parque, de 45, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia. A decisão da Justiça considerou indícios de homicídio com dolo eventual — quando há assunção do risco de matar — além de lesão corporal. Entre os elementos apontados estão a possível ausência de documentação que comprove a segurança dos brinquedos e falhas no controle de uso da atração.

Outro ponto que chama atenção nas investigações é a própria estrutura do equipamento. Testemunhas e relatos iniciais indicam que o brinquedo possuía apenas uma barra de contenção para as mãos, sem dispositivos adicionais, como cintos de segurança. Também há questionamentos sobre a ausência de placas informativas visíveis com limites de peso e altura, o que pode indicar falhas no cumprimento das normas de operação.

No campo técnico, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) informou que o parque possuía responsável técnico habilitado e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) registrada. Uma nova vistoria foi realizada no local nesta segunda-feira (13), e as informações coletadas serão encaminhadas à Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalurgia, que irá analisar a conduta profissional envolvida no caso, inclusive sob o aspecto ético.

O Crea-MG ressaltou, no entanto, que não é responsável pela emissão de alvarás de funcionamento nem pela liberação direta de brinquedos para uso, funções que cabem a outros órgãos. A fiscalização administrativa envolve a prefeitura, enquanto as condições de segurança e prevenção contra riscos são atribuídas ao Corpo de Bombeiros.

A Prefeitura de Itabirito informou que o parque possuía alvará válido para funcionamento na cidade. Após o acidente, o brinquedo foi interditado, e a administração municipal acompanha o caso. Já o Corpo de Bombeiros deve avaliar se as exigências de segurança estavam sendo cumpridas no momento da operação.

Paralelamente, as investigações também buscam esclarecer se houve falhas na rotina de manutenção do equipamento. Especialistas apontam que a eventual soltura de uma peça — hipótese inicial do acidente — pode indicar ausência de revisão adequada ou falha na montagem, especialmente em estruturas itinerantes.

A Polícia Civil aguarda agora a conclusão dos laudos periciais para definir com precisão a causa do acidente e a responsabilidade de cada envolvido. O inquérito deve embasar a denúncia do Ministério Público e os próximos desdobramentos judiciais do caso.

Acidentes em parques pelo Brasil

Em fevereiro (11/2) deste ano, uma mulher identificada apenas como Diana ficou gravemente após cair de uma roda-gigante de um parque de diversões na cidade de Cocal, Norte do Piauí. Informações dão conta de que ela teria caído de uma altura estimada entre 3 e 5 metros. De acordo com as informações apuradas, o brinquedo estava em movimento no momento em que Diana caiu. Com o impacto, ela sofreu uma forte pancada na cabeça e ficou inconsciente por alguns instantes. Ela apresentou sangramento no nariz e no ouvido.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, realizou os primeiros socorros e levou a vítima, em estado grave, até o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), na cidade de Parnaíba. Não há atualizações sobre o estado de saúde da vítima.

Em nota, o Simão Center Park alegou que o acidente ocorrido não tem relação com estrutura ou funcionamento do brinquedo, e disse que o parque está com toda a documentação necessária regularizada operando dentro das normas de segurança. Alegou também que o acidente foi causado pela própria vítima que teria forçado a cadeira e tentado descer da roda-gigante em desespero.

Fonte>R7

trump-6 Caso Carolina Beatriz: tragédia em Itabirito levanta alerta sobre segurança em parques de diversão
Redes Sociais/ Reprodução

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

Publicar comentário