Wellington critica postura de Pivetta sobre classificação do PCC como grupo terrorista: “A solução tem que ser do Estado”
O pré-candidato a governador de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL/MT), rebateu nesta sexta feira (05/06), as declarações do atual governador Otaviano Pivetta a respeito da recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
Enquanto Pivetta teria sinalizado que tal medida seria uma solução para a criminalidade, Wellington enfatizou que a responsabilidade pela segurança pública não deve ser delegada a fatores externos.
Para Wellington, a ideia de que essa classificação resolverá o problema da segurança é equivocada.
“Quem tem que ter a solução da segurança do estado é o estado, gente”, afirmou, destacando que intervenções como a da Força Nacional são apenas temporárias e não substituem o papel do governo estadual.
O pré-candidato a governador defendeu que, em vez de esperar soluções externas, Mato Grosso precisa agir diretamente na estrutura de suas forças de segurança. Wellington pontuou que o governo estadual tem o dever de contratar policiais, valorizar a categoria e melhorar as condições de vida das famílias dos profissionais de segurança.
O pré-candidato ao governo também demonstrou preocupação com as consequências práticas dessa classificação de grupos criminosos como terroristas pelo governo Trump. Segundo ele, isso pode trazer sanções que ultrapassam as áreas comercial e sanitária, impactando o mercado financeiro e a própria autonomia do Brasil.
Alertou para o risco de o país ser visto como um local de atividade terrorista, o que poderia gerar instabilidade internacional e até ameaças à soberania.
Fagundes defende que o tema seja amplamente debatido com o Ministério das Relações Exteriores e com a sociedade, dado o peso das possíveis consequências.
“Isso tem que ser muito bem discutido. As consequências podem existir”, concluiu Wellington.





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