Wanderley Paulo responde Jane Delalibera e defende apoio da Ager-MT na fiscalização da Águas de Sorriso
O vereador Wanderley Paulo respondeu às declarações da vereadora Jane Delalibera sobre a situação da Águas de Sorriso e afirmou que é incorreto dizer que as autoridades não estão tomando providências em relação aos problemas envolvendo a concessionária.

“Mais uma vez, é meia-verdade isso daí, viu, Jane? Por que é meia-verdade o que você está falando?”, questionou Wanderley.
Na sequência, o vereador reconheceu a gravidade da situação envolvendo a concessionária, mas afirmou que medidas já estão sendo tomadas pelos órgãos responsáveis.
“Que, de fato, é lamentável ver essa situação da Águas de Sorriso, e isso é crime, é por isso que está tomando multa toda hora. Então, ou seja, as autoridades estão agindo. São multas atrás de multas”, declarou.
Wanderley Paulo também contestou a afirmação de que as autoridades não estariam fazendo nada e lembrou a participação de Jane Delalibera em discussões anteriores sobre o assunto, inclusive em uma agenda realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
“Agora, dizer que as autoridades não estão fazendo nada, onde inclusive a senhora fez parte, esteve conosco lá na Universidade Federal, inclusive esteve conosco”, afirmou.
Segundo o vereador, houve também uma iniciativa por parte do Executivo municipal para buscar apoio e acompanhamento técnico para o caso.
“Há, sim, realmente, por parte do Executivo, a solicitação para estarem aqui”, disse.
Falta de técnicos habilitados
Wanderley Paulo apontou como uma das principais dificuldades a estrutura técnica disponível atualmente na Ager de Sorriso para acompanhar o processo envolvendo a concessionária.
“Mas o mais importante, que está avançando, é que a Ager de Sorriso não tem os técnicos habilitados para acompanhar esse processo aqui da Águas de Sorriso”, afirmou.
De acordo com o vereador, o município estaria avançando em um entendimento para solucionar essa questão por meio da participação da Ager estadual.
“E o município de Sorriso, e eu quero dizer isso à imprensa, já está nos, finalmente, finalizando o entendimento para que a parte administrativa da Ager de Sorriso fique em nosso município”, declarou.
Wanderley explicou que a proposta não seria retirar a estrutura administrativa da agência de Sorriso, mas contar com o suporte dos profissionais especializados que integram a estrutura estadual.
“Mas todos os técnicos, procuradores, economistas, advogados, engenheiros sanitaristas, engenheiros ambientalistas, engenheiros civis, sejam os técnicos que estão lá no Estado”, afirmou.
Segundo ele, esses profissionais teriam condições de acompanhar as questões técnicas, jurídicas e administrativas relacionadas à concessionária.
“Ou seja, toda a parte técnica capacitada para acompanhar a Águas de Sorriso, o município de Sorriso já está firmando um termo de acordo para que a Ager Estadual, que tem procuradores de carreira, pessoas de renome lá dentro, possa vir acompanhar esse processo”, explicou.
Comparação com o caso de Água Preta
Durante sua manifestação, Wanderley Paulo também citou um processo envolvendo o município de Água Preta para defender a necessidade de Sorriso contar com a estrutura técnica da agência reguladora estadual.
“É essa Ager que, justamente, está participando, junto com a Universidade Federal de Mato Grosso, na defesa lá de Água Preta”, afirmou.
O vereador então mencionou os valores que, segundo ele, estariam sendo discutidos no caso.
“Sabe quanto a Ager e Águas pediram lá? R$ 40 milhões para um município desse tamanhinho”, declarou.
Na sequência, Wanderley fez uma comparação com o município de Sorriso e afirmou que a concessionária teria buscado aproximadamente R$ 200 milhões.
“Sabe quanto queriam pedir para Sorriso devolver para eles, aqui, Sorriso? A Ager queria R$ 200 milhões”, afirmou.
De acordo com o vereador, a cobrança estaria relacionada aos reajustes previstos no contrato.
“Alegando que, quando dava os aumentos de GPM, todos os prefeitos não deram os aumentos correspondentes que estavam lá no contrato”, disse.
Wanderley reforçou que, diante dos valores envolvidos, o município precisa conhecer e acompanhar detalhadamente todo o processo.
“Então, a gente precisa saber todo o processo. A Ager, aqui, queria R$ 200 milhões, aproximadamente, do município de Sorriso”, declarou.
UFMT e Ager estadual
O vereador voltou a destacar os valores citados anteriormente e estabeleceu uma relação entre os dois processos.
“R$ 200 milhões. R$ 40 milhões, já, de Água Preta”, afirmou.
Segundo Wanderley, a capacidade de enfrentamento do processo de Água Preta estaria relacionada justamente ao suporte técnico e jurídico disponível.
“Sabe por que eles vão conseguir responder e combater a Água Preta? Porque tem a UFMT”, declarou.
Além da participação da universidade, o vereador destacou novamente o apoio da agência reguladora estadual.
“Tem ali, também, dando suporte, para eles, a Ager do Estado de Mato Grosso”, afirmou.
Wanderley ressaltou ainda a estrutura profissional da agência estadual.
“Porque, sabe quem está lá, diretor e presidente? Procuradores de carreira”, disse.
Para o vereador, a estrutura disponível atualmente em Sorriso não seria suficiente para acompanhar, sozinha, a complexidade do processo envolvendo a concessionária.
“Então, a nossa estrutura aqui, Jane, não dá conta”, afirmou.
Ele lembrou ainda que essa questão já havia sido discutida anteriormente com a própria Jane Delalibera.
“Inclusive, eu e você discutimos isso lá”, declarou.
Proposta prevê atuação conjunta
Ao finalizar sua manifestação, Wanderley Paulo voltou a defender o entendimento para que Sorriso mantenha a estrutura administrativa da Ager no município, mas conte com o suporte técnico especializado da agência estadual.
“Então, de fato, senhor presidente, há esse entendimento que a parte administrativa, aqui, da Ager de Sorriso, fique o núcleo de Sorriso”, afirmou.
Na avaliação apresentada pelo vereador, a divisão permitiria que o município mantivesse sua estrutura local, enquanto os profissionais especializados do Estado ficariam responsáveis pelo acompanhamento técnico do processo.
“Mas que todas as partes técnicas sejam, realmente, da Ager estadual”, concluiu Wanderley Paulo.
A manifestação do vereador ocorreu durante as discussões sobre a atuação da Águas de Sorriso e a estrutura necessária para o acompanhamento e a fiscalização dos serviços prestados pela concessionária. Wanderley defendeu que o município tenha suporte técnico e jurídico especializado para lidar com as questões envolvendo o contrato, os reajustes e as medidas adotadas no processo.
Por Redação RBT News




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