Virginia Mendes critica ação da PF e fala em “comitê da maldade”: “Tudo não passou de uma grande armação”
A ex-primeira-dama de Mato Grosso e candidata a deputada federal Virginia Mendes (União Brasil) se manifestou na manhã de hoje (8) sobre a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (6). Alvo de mandado de busca e apreensão, junto do esposo, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), ela afirmou, por meio das redes sociais, que a investigação seria uma “grande armação” e acusou pessoas, as quais preferiu não citar os nomes, de tentar atingir sua família.

Na publicação, Virginia afirmou que existe um “comitê da maldade” empenhado em “armar, inventar e distorcer” informações para prejudicá-la. Ela disse acreditar que os fatos serão esclarecidos pela Justiça e afirmou não ter “nada a esconder”.
“Querem destruir minha família, mas em nome de Jesus não vão conseguir”, escreveu. Virginia afirmou estar indignada com o que classificou como falta de “caráter e hombridade”.
A candidata a deputada federal comparou a situação ao período em que sua família foi investigada durante a gestão de Mauro Mendes na Prefeitura de Cuiabá. Segundo ela, foram necessários três anos para que a inocência do casal fosse reconhecida. “Vamos provar mais uma vez”, declarou.
Ao final da publicação, Virginia compartilhou uma oração de São Bento e afirmou que seguirá “com fé” e “com a verdade ao nosso lado”.
Operação Heritage
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (6) para investigar suspeitas relacionadas a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso, durante a gestão de Mauro Mendes, e a empresa de telefonia Oi. A investigação apura a possível utilização de estruturas financeiras, incluindo fundos de investimento, para movimentar e ocultar recursos relacionados ao acordo, que envolve mais de R$ 308 milhões.
Ao todo, foram 31 alvos de medidas judiciais em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Entre os investigados estão Mauro Mendes, Virginia Mendes, o deputado federal Fabio Garcia, a irmã dele, subprocuradora-geral da PGE Fabíola Paulino Garcia, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda e o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Ricardo Gomes de Almeida.
A operação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga, entre outros crimes, suspeitas de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.
Por Repórter MT




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