TSE cancela filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão e restabelece vínculo com o PL
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira (13) o cancelamento do registro de filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido Missão e restabeleceu sua filiação ao Partido Liberal (PL), permitindo a formalização de sua candidatura à Presidência da República pela legenda. O prazo para o registro das candidaturas termina neste sábado (15).

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A filiação de Flávio ao Missão apareceu no sistema da Justiça Eleitoral sem que ele reconhecesse o ato. A situação impediu temporariamente que o PL formalizasse o registro de sua candidatura presidencial.
Em nota, o Missão afirmou ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta. Segundo a legenda, ao identificar a situação, foi solicitado o cancelamento da filiação, mas o pedido teria sido rejeitado pelo TSE. O partido também informou que comunicou o caso às autoridades e que pretende colaborar com as investigações.
O Missão tem como candidato à Presidência o empresário Renan Santos, cuja candidatura foi registrada no TSE na semana passada.
Após a divulgação do caso, Flávio Bolsonaro também afirmou ter sido vítima de fraude. A defesa do senador pediu ao TSE o cancelamento da filiação ao Missão, a investigação do episódio e o restabelecimento de sua filiação ao PL.
O TSE esclareceu que o episódio não foi provocado por um ataque hacker ao sistema de filiação partidária. De acordo com a Corte, houve uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais de acesso da legenda para realizar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a adoção de providências para apurar o caso, incluindo o encaminhamento de representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e a instauração de investigação pela polícia judiciária. Na sequência, autorizou o cancelamento da filiação de Flávio ao Missão e o restabelecimento de seu vínculo partidário com o PL.
O episódio guarda semelhança com uma ocorrência registrada em 2023, quando os dados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceram indevidamente como se ele estivesse filiado ao PL. Naquele caso, as investigações também concluíram que não houve invasão do sistema do TSE. Os dados foram inseridos de forma fraudulenta a partir de uma credencial válida ligada ao partido.
Segundo informações divulgadas posteriormente pela Polícia Federal, um adolescente de 13 anos, morador de Mato Grosso do Sul, foi identificado como responsável pela inserção dos dados de Lula. A investigação apontou que a fraude ocorreu por meio do uso indevido de credenciais, e não por um ataque hacker ao sistema eleitoral.
Com a decisão desta quinta-feira, Flávio Bolsonaro volta a constar como filiado ao PL e fica regularizada, no âmbito partidário, a condição necessária para que a legenda registre sua candidatura à Presidência dentro do prazo eleitoral.
Por Redação RBT News




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