Tenente-coronel acusado de matar ex-esposa tem aposentadoria mantida e segue recebendo salário de oficial
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso e réu sob acusação de assassinar a ex-esposa, Gisele Alves Santana, teve sua aposentadoria confirmada pela Polícia Militar de São Paulo. A decisão administrativa garante que o oficial continue recebendo remuneração mensal próxima de R$ 22 mil, mesmo enquanto responde aos processos relacionados ao caso.
A manutenção dos vencimentos ocorre porque a legislação prevê que a perda dos benefícios integrais depende de uma eventual condenação na Justiça Militar que resulte na cassação do posto e da patente. Caso essa penalidade seja aplicada, os valores recebidos pelo militar poderão ser reduzidos significativamente, passando para cerca de R$ 8,4 mil mensais.
Além da ação criminal que tramita na Justiça comum, Geraldo Neto também é alvo de um procedimento administrativo disciplinar instaurado pela própria corporação. O processo interno poderá resultar em sua exclusão definitiva dos quadros da Polícia Militar.
O caso ganhou repercussão após a morte de Gisele Alves Santana, de 32 anos, registrada em fevereiro deste ano. Ela foi encontrada sem vida no apartamento onde o casal residia, na região central da capital paulista.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, há indícios de que o oficial teria provocado a morte da ex-companheira e tentado simular que ela havia tirado a própria vida. Os investigadores também apontam relatos de episódios anteriores de violência e perseguição que teriam sido praticados contra a vítima.
A defesa do tenente-coronel contesta as acusações e sustenta que ele não cometeu o crime. O processo segue em andamento e ainda não há decisão definitiva da Justiça sobre o caso.
Enquanto aguarda o julgamento, Geraldo Leite Rosa Neto permanece recebendo os proventos integrais de sua aposentadoria, situação que poderá ser revista caso haja condenação com perda das prerrogativas militares.
Por Rbt News





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