Suspeito investigado por golpe de R$ 424 mil é preso em Sorriso
Ação da Polícia Civil do Pará cumpriu mandados em sete estados e no Distrito Federal para desarticular grupo suspeito de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa
Um homem investigado pela Polícia Civil do Pará por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude eletrônica foi preso em Sorriso, no norte de Mato Grosso, durante a Operação Firewall, deflagrada nesta sexta-feira (24). A ação foi coordenada pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), por meio da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP).

A operação mobilizou forças de segurança em diferentes estados e no Distrito Federal para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra suspeitos de participação em um esquema que teria provocado um prejuízo de R$ 424,7 mil a uma empresa do setor de telecomunicações.
De acordo com a investigação, o caso começou em 19 de dezembro de 2023, quando o gerente financeiro da empresa recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como integrante do setor de tecnologia de uma instituição bancária.
Durante a conversa, o funcionário teria sido induzido a fornecer as credenciais de acesso à conta bancária da empresa. Pouco depois, os criminosos teriam realizado sete transferências bancárias não autorizadas, totalizando R$ 424.700.
Dinheiro teria passado por várias contas
Após o crime, investigadores analisaram as movimentações bancárias mediante autorização judicial e identificaram o caminho percorrido pelo dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, os valores foram distribuídos rapidamente por uma espécie de estrutura em “cascata”. Inicialmente, o dinheiro era enviado para contas utilizadas como passagem. Essas contas eram esvaziadas no mesmo dia e os valores posteriormente encaminhados para outros beneficiários por meio de transferências eletrônicas.
A análise financeira foi fundamental para que os investigadores identificassem os possíveis integrantes da estrutura e chegassem a suspeitos que estavam fora do Pará.
Foi a partir desse trabalho de rastreamento que a investigação alcançou Sorriso, onde um dos alvos foi localizado e preso nesta quinta-feira.
Prisão em Sorriso
A prisão realizada no município mato-grossense contou com a atuação das forças policiais envolvidas na operação. O suspeito vinha sendo investigado pela Polícia Civil do Pará e foi localizado em Sorriso durante o cumprimento das determinações judiciais.
A ação em Mato Grosso faz parte de uma operação de abrangência nacional, já que os investigadores identificaram movimentações e suspeitos em diferentes unidades da Federação.
Além do Pará e Mato Grosso, a operação teve diligências nos estados de Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie. O material deverá passar por análise para auxiliar no avanço das investigações.
Investigação aponta lavagem de dinheiro
Para a Polícia Civil, a forma como os recursos foram movimentados após o golpe indica uma tentativa de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
O uso de diversas contas bancárias, com transferências sucessivas e rápida retirada dos valores, é apontado na investigação como parte da dinâmica utilizada pelo grupo para movimentar os recursos obtidos com a fraude.
Além das prisões e das buscas, a Polícia Civil representou à Justiça pelo bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados. A medida foi deferida judicialmente até o limite do prejuízo apurado.
Cooperação entre polícias
A Operação Firewall contou com a participação do Núcleo de Inteligência Policial da Polícia Civil do Pará e com o apoio das Polícias Civis das unidades federativas onde foram cumpridas as medidas.
Também houve apoio do Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A investigação demonstra como crimes praticados pela internet podem ultrapassar as fronteiras de um estado. Embora o golpe tenha atingido uma empresa no Pará, o dinheiro teria sido rapidamente distribuído por contas de diferentes localidades, levando os investigadores a outros estados.
Os suspeitos investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa.
As investigações continuam para esclarecer a participação individual de cada envolvido e identificar o destino final dos valores desviados.
Por Redação RBT News




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