STJ mantém condenação de mulher sentenciada a mais de 44 anos por mortes de marido e amante em Mato Grosso
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de Cléia Rosa dos Santos Bueno, conhecida no processo como autora dos homicídios do marido, Jandirlei Alves Bueno, e do amante, Adriano Gino. A decisão rejeitou um novo pedido apresentado pela defesa e preservou a pena de 44 anos e 9 meses de prisão, além da condenação pelo crime de ocultação de cadáver.
A defesa buscava reverter a condenação por meio de um habeas corpus, mas o ministro relator entendeu que o pedido reproduzia argumentos já analisados anteriormente pela Corte, o que impediu o conhecimento do recurso. Com isso, permanece válida a decisão das instâncias anteriores.
Segundo os autos do processo, Cléia foi condenada pelo Tribunal do Júri por dois homicídios qualificados. No caso envolvendo o marido, a acusação sustentou que o crime foi cometido mediante emboscada e sem possibilidade de defesa da vítima. Já em relação ao amante, além do homicídio, ficou reconhecida a ocultação do cadáver.
O caso teve grande repercussão em Mato Grosso desde as investigações, em razão da sequência dos crimes e das circunstâncias apontadas pela acusação. Em julgamentos anteriores, tanto o Tribunal de Justiça de Mato Grosso quanto o Superior Tribunal de Justiça rejeitaram recursos apresentados pela defesa, mantendo a condenação fixada pelo Tribunal do Júri.
Com a decisão mais recente do STJ, a condenação permanece inalterada, reforçando o entendimento da Justiça de que não havia fundamentos para modificar a pena aplicada à ré.
Por Redação RBT News





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