“Sou caminhoneiro e hoje o Congresso fez justiça”, diz Regivaldo Batista Cardoso em pronunciamento sobre anistia de multas após atos de 2022
O caminhoneiro Regivaldo Batista Cardoso, pai das meninas Calvi assassinadas em Sorriso-MT, pronunciou na tarde de ontem sobre a decisão legislativa que prevê a anistia de multas aplicadas a motoristas e caminhoneiros que participaram de manifestações após as eleições de 2022.
Em seu discurso, ele afirmou que a medida representa uma forma de “justiça” para trabalhadores do setor de transporte. Segundo suas declarações, as penalidades teriam atingido pessoas que, na avaliação dele, exerciam o direito constitucional de manifestação.
“Sou caminhoneiro, e hoje o Congresso fez justiça para mim e para todos os meus irmãos de estrada”, declarou. Regivaldo também mencionou que as multas teriam ultrapassado cifras bilionárias e criticou a aplicação das sanções contra manifestantes.
Ele ainda destacou que a proposta de anistia ainda precisa avançar no Senado Federal para se tornar definitiva.
“A medida ainda vai para o Senado, mas é um passo importante”, afirmou.
Durante o pronunciamento, Regivaldo relacionou o tema a debates mais amplos sobre justiça e punição no país, dizendo que, em sua visão, há diferentes formas de impunidade no sistema. Ele afirmou que o Estado teria utilizado seu poder para punir manifestantes, o que classificou como “perseguição”, segundo sua fala.
O caso segue em discussão no Congresso Nacional e ainda depende de novas etapas legislativas para eventual aprovação final.





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