Sorriso registra 78 casos de dengue e 30 de Chikungunya em nove meses
Boletim da Secretaria Municipal de Saúde aponta baixa incidência de arboviroses, mas reforça necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti durante o período chuvoso
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Sorriso divulgou nesta terça-feira (6) o boletim atualizado de arboviroses no município. Entre 1º de janeiro e o início de outubro, foram confirmados 78 casos de dengue e 30 casos de Chikungunya. No mesmo período, três possíveis casos de zika foram investigados, mas descartados.
Os dados integram o relatório do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e constam no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan On-line).

Entre os casos de dengue, dois apresentaram sinais de alarme: um registrado em fevereiro e outro em junho. Apesar dos registros, a avaliação da Vigilância em Saúde é de que o número de casos permanece baixo diante dos nove meses analisados.
“Os dados refletem nove meses de trabalho intenso e a quantidade de casos positivos é considerada baixa levando em consideração o período analisado”, destaca a coordenadora do Cievs, enfermeira Cátia Luciano.
Agosto concentrou maior número de casos de dengue
O levantamento mostra que os casos de dengue foram distribuídos ao longo dos meses. Em janeiro, foram confirmados 10 casos; em fevereiro, 8, sendo um com sinais de alarme; em março, 7; abril teve 9 registros; maio, 7; junho, 7, com um caso com sinal de alarme; julho, 10; agosto, 13; e setembro, 7.
Já os registros de Chikungunya foram: quatro em janeiro, cinco em fevereiro, quatro em março, três em abril, dois em maio, quatro em junho, dois em julho, quatro em agosto e dois em setembro.
Entre os bairros com maior número de casos de dengue estão o Rota do Sol, com oito registros, seguido pelo Santa Clara, com cinco, e Mário Raiter e Bom Jesus, com quatro casos cada. Nos demais bairros, os registros foram menores.
No caso da Chikungunya, o Rota do Sol também aparece entre as localidades com maior número de registros, com quatro casos. Bela Vista e Vila Bela tiveram dois casos cada. Os demais registros estão distribuídos por outros bairros do município.
Período chuvoso exige atenção redobrada
Mesmo com a baixa incidência, a orientação das equipes de saúde é para que a população mantenha os cuidados, principalmente neste período de chuvas, quando aumenta o risco de formação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya.
Para a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, este é o momento ideal para fazer uma vistoria nos quintais, imóveis e locais de trabalho.
“Estamos no período chuvoso, é necessário eliminar criadouros nesse momento e manter esse olhar de forma contínua”, orienta.
Segundo ela, o município não enfrenta, neste momento, um pico de arboviroses nem aumento expressivo na procura pelos serviços de saúde. “Não temos pico de arboviroses, não há procura elevada e queremos manter dessa forma”, reforça.
Água parada continua sendo o principal alerta
A principal estratégia de prevenção é impedir que o mosquito se reproduza. Para isso, é necessário eliminar qualquer recipiente ou local que possa acumular água, seja ela limpa ou suja.
As equipes da Vigilância em Saúde Ambiental realizam diariamente ações de orientação e fiscalização em residências, estabelecimentos comerciais e pontos estratégicos.
Durante as visitas, quando são encontrados possíveis criadouros, as larvas são coletadas para análise e o local é eliminado. Quando há confirmação da presença do Aedes aegypti, os responsáveis são orientados a redobrar os cuidados e realizar uma vistoria completa no imóvel para identificar outros possíveis criadouros.
Entre os principais problemas encontrados atualmente pelas equipes estão o descarte irregular de água servida, proveniente de esgoto doméstico ou empresarial, e o acúmulo de sujeira nas bocas de lobo — situações que podem favorecer a proliferação do mosquito.
A recomendação da Vigilância é que cada morador reserve dez minutos por semana para verificar o local onde vive ou trabalha. A vistoria deve incluir calhas, recipientes, vasos de plantas, pneus, caixas-d’água, ralos, quintais e qualquer outro ponto que possa acumular água.
Além de contribuir para o combate ao Aedes aegypti, manter os espaços limpos e livres de entulho também ajuda a evitar a presença de animais peçonhentos, como cobras, ratos, aranhas e escorpiões.
População pode denunciar criadouros
Moradores que identificarem possíveis criadouros, descarte irregular de água servida ou lixo em locais inadequados podem acionar a equipe técnica da Vigilância em Saúde.
As denúncias podem ser feitas diretamente à Unidade Sentinela da Vigilância pelo telefone (66) 99600-1462.
A participação da população é considerada fundamental para evitar a formação de novos criadouros e manter os índices de arboviroses sob controle no município.
Atenção ao calendário de coleta de resíduos
Outro cuidado importante é acompanhar o calendário municipal de coleta de resíduos sólidos. O serviço contempla o recolhimento de móveis e eletrodomésticos velhos e inservíveis, além de restos de limpeza de jardins, como folhas e resíduos vegetais.
O descarte correto desses materiais, respeitando os dias previstos no calendário de coleta de 2026, evita que objetos e resíduos permaneçam expostos e possam acumular água ou servir de abrigo para mosquitos e animais peçonhentos.
Com a chegada do período chuvoso, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é simples: eliminar os criadouros antes que o mosquito nasça. A manutenção dos cuidados ao longo de todo o ano é apontada como uma das principais medidas para que Sorriso continue registrando baixos índices de arboviroses.
Por Redação RBT News




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