“Só uma mulher que tem útero pode gerar uma vida”, diz Samantha Iris ao criticar cartilha da gestante do governo federal
A vereadora Samantha Iris voltou a criticar a nova Caderneta Brasileira da Gestante, lançada pelo Ministério da Saúde no último dia 12 de maio. Durante sessão na Câmara Municipal de Cuiabá e também nas redes sociais, a parlamentar afirmou que as mudanças no documento representam uma ameaça aos valores familiares e classificou o debate como uma questão “espiritual” e política.
A nova versão da cartilha passou a utilizar o termo “pessoas que gestam” e inclui um capítulo explicando os casos em que o aborto é permitido por lei no Brasil, como em situações de estupro, anencefalia fetal ou risco de morte para a gestante. As alterações provocaram repercussão em diversas cidades do país e também em Cuiabá, onde os vereadores Rafael Ranalli (PL) e Michelly Alencar (União Brasil) se manifestaram contra o conteúdo.
Ao subir na tribuna, Samantha declarou apoio às críticas feitas pelos colegas parlamentares e afirmou que o governo federal estaria promovendo a “desconstrução da família”.
“Quero também aproveitar esse momento de fala para endossar o apoio à fala do vereador Amicelli, à fala do vereador Ranalli, a respeito da questão dessa caderneta da gestante e dizer que isso é mais um exemplo do quanto o governo federal quer desconstruir a figura da família, acabando com a figura da mãe, acabando com a figura do pai”, afirmou.
A vereadora também criticou o uso da expressão “pessoa que gesta” no material.
“Além de excluir o termo mãe e trocar por pessoa que gesta, sendo que a gente sabe que a pessoa que gesta só pode ser uma mulher que tem útero”, declarou.
Durante o discurso, Samantha condenou o trecho da cartilha que trata da interrupção legal da gravidez e afirmou que o material não apresenta alternativas como a adoção.
“Não menciona nada sobre isso, mas fala sobre como interromper uma gravidez. Ou seja, uma cartilha de gestante do governo federal, além de excluir o termo mãe, ainda quer ensinar um passo a passo de como uma mulher interrompe uma gravidez”, disse.
A parlamentar ainda relacionou o debate a questões culturais e religiosas, criticando letras de músicas, defendendo a educação domiciliar e exaltando valores cristãos.
Por Rbt News





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