Saiba quem são os homens que fugiram durante júri e acabaram condenados em Sorriso
Os réus Kelson Serra e Francisco dos Reis Almeida Silva, conhecido como “Gula”, passaram a ser considerados foragidos da Justiça após fugirem durante o julgamento do Tribunal do Júri realizado nesta quinta-feira (21), em Sorriso. Os dois foram condenados a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Antônio Bezerra da Silva, morto em 2016.
A fuga aconteceu em momentos diferentes da sessão. Segundo informações do processo, Kelson acompanhava o julgamento por videoconferência, diretamente do Maranhão, mas abandonou a conexão durante a fase de réplica do Ministério Público e não retornou mais à audiência.
Já Francisco dos Reis Almeida Silva, apontado pela acusação como o autor dos disparos, estava presencialmente no Fórum de Sorriso. Durante o julgamento, ele pediu autorização para ir ao banheiro, saiu do plenário e desapareceu antes do encerramento da sessão.
Mesmo com a fuga dos acusados, o Tribunal do Júri prosseguiu normalmente até a leitura da sentença. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Crime ocorreu em 2016
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime aconteceu em setembro de 2016. A investigação apontou que Francisco teria executado Antônio Bezerra da Silva após ser incentivado por Kelson Serra, que acusava a vítima de ter furtado um revólver pertencente ao grupo.
No entanto, as investigações concluíram que Antônio foi morto por engano. Trabalhador da construção civil, ele estava no local apenas para realizar a instalação de um portão quando foi surpreendido pelos criminosos.
Desarmado, Antônio não teve qualquer possibilidade de reação.
Para os jurados, ficou comprovado que o homicídio foi praticado por motivo desproporcional e de forma repentina, impedindo a defesa da vítima.
Família acompanhou julgamento
Segundo o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, responsável pela acusação, Antônio vivia em união estável havia cinco anos e a companheira estava grávida de cinco meses quando o crime ocorreu.
O filho do casal, atualmente com nove anos, nunca chegou a conhecer o pai e acompanhou o julgamento ao lado de familiares da vítima.
Os dois réus respondiam ao processo em liberdade. Após a condenação, a Justiça determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado. Até a última atualização, ambos continuavam foragidos.
Por Rbt News





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