Renan nega conversa com PT e diz que focará em banda de rock
Enquanto as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) iniciam as articulações em busca de novos apoios para o segundo turno, Renan Santos (Missão) pretende se afastar das negociações e concentrar os próximos passos na reorganização do próprio projeto político.
Ao SBT News, nesta segunda-feira (5), Renan afirmou que não foi procurado pelo PT nem por integrantes do Centrão desde o resultado das urnas e disse que pretende evitar conversas neste momento.
“Ninguém veio falar comigo. Nem do Centrão nem do PT. Vou evitar falar com todo mundo”, afirmou.
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Segundo Renan, a prioridade agora será cuidar de questões internas do Movimento Brasil Livre (MBL), estruturar o Missão e se dedicar também ao lançamento do novo álbum de sua banda de rock, juntamente com o ex-deputado estadual de São Paulo Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, chamada de “Limão Rosa”
A decisão ocorre no momento em que as duas campanhas que avançaram ao segundo turno começam a recalibrar estratégias e ampliar alianças.
Do lado petista, uma das preocupações é aumentar a entrada entre o eleitorado jovem, reforçar a atuação nas redes sociais e endurecer o discurso contra Flávio Bolsonaro, justamente terrenos explorados por Renan durante a campanha. Apesar disso, até agora, não houve aproximação.
Não existe direita sem Bolsonaro, diz Renan
Apesar de manter as críticas a Flávio, Renan reconheceu após as urnas a força do bolsonarismo na direita. Disse que “não existe direita sem Bolsonaro” e que o PL está “devastando o Centrão”.
Também afirmou que não fará oposição a integrantes do movimento que decidirem migrar para o bolsonarismo.
“Quem quiser sair para o bolsonarismo sairá, pela primeira vez, sem oposição da nossa parte”, disse.
Missão olha pra dentro
A prioridade em estruturar o Missão ocorre também após um desempenho abaixo do esperado nas urnas. Renan terminou a disputa presidencial em quarto lugar, com mais de 2,6 milhões de votos, ou 2,24% dos válidos.
No Legislativo, o partido elegeu apenas dois candidatos: Kim Kataguiri para a Câmara e Rafa Minato para a Assembleia Legislativa de São Paulo.




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