Recuo de Infantino alimenta dúvidas sobre seu futuro na Fifa

O futuro de Gianni Infantino como presidente da entidade que comanda o futebol mundial está em séria dúvida depois que ele abandonou um plano polêmico de criar uma nova entidade comercial a partir da Fifa e vender uma participação a investidores.

Infantino, que lidera a organização sem fins lucrativos com sede na Suíça há uma década, anunciou que estava descartando o esquema de investimento na noite de sexta-feira (31), dizendo que ele havia “criado divisões” dentro do futebol que minavam os objetivos do plano.

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Gianni Infantino, presidente da Fifa, fala em congresso da Uefa em 2026 – Benoit Tessier – 12.fev.2026/Reuters

Esse recuo veio após dias de críticas intensas, com 55 países europeus prometendo boicotar todas as competições da Fifa até que o plano fosse abandonado.

Mas, embora a reviravolta possa aliviar parte da tensão da situação, ela deixou Infantino sob pressão. “Ele tem que sair. Chega”, disse um alto dirigente do futebol.

A Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, disse no sábado que havia “perdido a confiança” na atual liderança da Fifa, acrescentando: “Devemos identificar os responsáveis e responsabilizá-los”.

Ela acusou os responsáveis pelo plano de tentar forçar um “acordo obscuro, de bastidores e mal-ajambrado” e saudou seu fim.

“Esta é uma vitória para todo o esporte. Mas não deve ser o fim da história”, disse a Uefa. “A proposta foi embora. A tarefa de reconstruir a confiança na Fifa apenas começou.”

A federação de futebol da Inglaterra pediu uma “revisão completa e rigorosa da liderança e governança da Fifa”.

A Concacaf, entidade que rege o futebol na América do Norte, Central e Caribe, afirmou no sábado que o plano de investimento foi um “ato unilateral e flagrante de má governança e liderança”, que seguiu um “padrão de erros e comportamentos semelhantes”.

“Uma revisão completa dessa liderança deve ser realizada”, declarou a entidade, acrescentando que o futebol pertence “às mãos do futebol, e não a um único indivíduo”.

Na sexta-feira, Infantino insistiu que pretendia permanecer no cargo. “Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, no espírito de interesse compartilhado em nosso esporte”, disse.

Alguns esperam que ele resista até a eleição presidencial do próximo ano, na qual até recentemente era amplamente esperado que não tivesse oposição. Durante a Copa do Mundo, sua candidatura foi endossada pela grande maioria dos 211 membros da Fifa.

“Ele provavelmente vai se agarrar ao cargo o máximo possível, esperando conseguir superar isso”, disse um ex-dirigente da Fifa. “A falta de oposição unificada vai jogar a favor dele.”

Infantino vai se apoiar em seu histórico para sustentar seu caso. Durante sua década no comando, a Fifa aumentou os pagamentos anuais aos membros de US$ 250 mil para US$ 2 milhões, ajudando-o a construir uma ampla base de apoio, especialmente entre as nações menores.

As confederações de futebol que representam ÁfricaAmérica do Sul e Oceania não expressaram objeções à cisão comercial, apenas dizendo que estudariam as propostas com seus membros.

O plano de investimento abandonado foi apresentado como o próximo passo nesse processo de entregar mais dinheiro aos membros. Ele teria aumentado os pagamentos anuais para US$ 5 milhões e viria com um pagamento inicial único de US$ 20 milhões, que Infantino disse que ajudaria o futebol a crescer nos lugares que mais precisam de financiamento.

Infantino também foi elogiado por aumentar a receita da Fifa. O ciclo de quatro anos que terminou com a Copa do Mundo do mês passado vai gerar pelo menos US$ 15 bilhões para a entidade, ante US$ 7,6 bilhões nos quatro anos anteriores.

Mas esta semana foi difícil.

“A Fifa e o futebol são maiores que Gianni Infantino. Ele se tornou um perigo para o nosso esporte e simplesmente precisa sair”, disse Ronan Evain, diretor-executivo da Football Supporters Europe.

Victor Montagliani, presidente da Concacaf, foi apontado como um possível candidato que poderia desafiar Infantino na próxima eleição.

Mesmo que Infantino permaneça no cargo, sua capacidade de aprovar quaisquer mudanças —como expandir a Copa do Mundo para 64 seleções— estará severamente comprometida.

A Uefa disse que trabalhará em uma revisão “completa e fundamental” sobre o que aconteceu e elaborará um plano para evitar que isso aconteça novamente. “Nenhuma opção deve ser descartada”, disse.

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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