Quem são os eleitores independentes e por que eles podem decidir a eleição, segundo a Quaest
Uma das principais movimentações captadas pela pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), ocorreu entre os chamados eleitores independentes, aqueles que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita.
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esse grupo “trocou Flávio por Lula”. Esse eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir a disputa.
Entre maio e junho, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro nesse segmento e abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais na simulação de 2º turno entre os pré-candidatos à Presidência.
Ao analisar a composição do eleitorado, a consultoria conclui que os independentes têm potencial para decidir a eleição. Isso porque os dois principais campos políticos aparecem empatados em tamanho:
- 33% dos eleitores se definem como lulista (19%) ou de esquerda não lulista (14%);
- outros 33% se definem como bolsonarista (12%) ou de direita não bolsonarista (21%).
Nesse cenário, os independentes funcionam como um grupo decisivo para desempatar a disputa entre os dois polos.
“Esses independentes pragmáticos são menos ideológicos. Para eles, democracia é muito importante, assim como segurança pública, corrupção e desburocratização”, diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Independentes no 1º turno
Dados da pesquisa divulgada nesta semana mostram que, entre os eleitores independentes, 28% dizem votar em Lula no primeiro turno, enquanto 14% preferem Flávio Bolsonaro.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada; Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 2%; e Joaquim Barbosa (DC), com 1%.
Entre os independentes, 19% se declaram indecisos. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não devem comparecer às urnas.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.





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