‘Quanto mais juntar porcaria, menos chance tem de ganhar’, diz Abilio
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a possível formação de um grupo político reunindo o senador Jayme Campos (União), a família Riva e o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) em torno da candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao governo.
Para Abilio, a estratégia representa um erro e não será capaz de garantir a vitória na disputa pelo Palácio Paiaguás.
“É um erro. Juntar Jayme, Riva, Emanuel, não ganha eleição. Isso é prova muito clara. Não ganhou em Cuiabá, não ganhou em Várzea Grande, não ganhou em Rondonópolis, não ganhou em Primavera. E não ganhará o Governo do Estado de Mato Grosso. Quanto mais juntar porcaria num grupo só, menos chance tem de ganhar. Se a intenção é perder, continua juntando essa turma toda aí”, disparou.
A declaração ocorre em meio aos rumores de que Emanuel estaria em conversas com Wellington para apoiar sua candidatura. O movimento ganhou força depois que Jayme, derrotado na convenção do União Brasil, anunciou que caminhará com Fagundes. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), nora do senador, também integra o projeto e disputa uma vaga ao Senado.
Derrotas
Abilio também usou a eleição de Cuiabá e Várzea Grande para sustentar sua avaliação. Ele lembrou que Kalil Baracat (MDB), candidato à reeleição em 2024, contou com o apoio de lideranças que hoje podem integrar o mesmo grupo de Wellington.
“Alguém aqui diria que a Flávia ganha ali em Várzea Grande? Nenhuma pesquisa diria isso. Nenhum grupo político diria isso. E do lado do Kalil estava toda essa turma. Toda essa turma estava do lado de lá. Toda essa turma apoiava o Kalil”, afirmou.
Para o prefeito, a derrota de Kalil diante de Flávia Moretti (PL) mostrou que a reunião de lideranças tradicionais não necessariamente se transforma em votos.
“E por que ele perdeu? Porque o povo de Mato Grosso não quer mais essa turma aqui”, disse.
Abilio ainda criticou a atuação de assessores e perfis nas redes sociais que, segundo ele, tentam influenciar a percepção sobre o cenário eleitoral.
“E não adianta botar assessor em matéria para ficar comentando, não adianta ficar contratando robôzinho para… Você vai ver aí vários comentários nos veículos, perfil fake, assessor de deputado e não sei o quê. Pode reclamar o que for”, afirmou.
Na avaliação do prefeito, uma eventual união dos grupos não será suficiente para garantir a vitória de Wellington.
“O povo não quer mais essa turma no poder. E se eles acham que vai se juntar para tentar voltar ao poder, não vai dar certo. Vão perder. Enquanto mais juntar porcaria no mesmo grupo, vai perder”, completou.
Abilio mantém veto ao MDB
As críticas ocorrem após Abilio ter reafirmado que permanecerá no PL, apesar de ser contrário à aliança firmada entre o partido e o MDB para as eleições de 2026.
O prefeito chegou a admitir a possibilidade de deixar a legenda após a aproximação com o MDB, mas recuou e publicou uma foto ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal José Medeiros (PL), com a mensagem: “Ficamos no PL”.
Abilio também voltou a afirmar que não apoiará candidatos do MDB nem participará de palanques com integrantes da sigla.
“Não vou apoiar o MDB! Nenhum candidato do MDB! Não subo no palanque onde o MDB estiver”, publicou.
Apesar de permanecer no PL, o prefeito não citou Wellington Fagundes na manifestação. O senador é um dos principais articuladores da aliança com o MDB e tem Janaina Riva como uma das principais aliadas na disputa pelo Senado.




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