Polícia Civil prende integrantes de facção e apreende frota de luxo usada por foragidos de Mato Grosso no Rio

Investigação aponta que criminosos foragidos de Mato Grosso utilizavam áreas dominadas por facção no Rio de Janeiro como base de proteção, comando e articulação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Dark Route, com o objetivo de desarticular um núcleo de uma facção criminosa que atuava no eixo Mato Grosso–Rio de Janeiro. A ação mira integrantes responsáveis por dar suporte a criminosos foragidos, manter soldados armados, movimentar recursos financeiros, oferecer apoio logístico e ocultar patrimônio.

WhatsApp-Image-2026-08-25-at-07.49.30-225x300 Polícia Civil prende integrantes de facção e apreende frota de luxo usada por foragidos de Mato Grosso no Rio
Foto: PJCMT
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Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e cinco ordens de sequestro de veículos de luxo. As medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, a partir de investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Os mandados são cumpridos em Várzea Grande, em Mato Grosso, e no Rio de Janeiro (RJ). Entre os alvos estão criminosos foragidos da Justiça mato-grossense, além de pessoas apontadas como integrantes dos braços financeiro, operacional, logístico e patrimonial da organização.

Rio de Janeiro era usado como base de proteção

De acordo com a investigação, o Rio de Janeiro não era utilizado pelos criminosos apenas como esconderijo. A estrutura instalada no estado fluminense teria funcionado como uma espécie de base de proteção, comando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes chamados de “soldados armados” e pessoas responsáveis por prestar suporte à liderança da facção.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava áreas dominadas pela organização criminosa para garantir abrigo aos foragidos e manter conexões com as atividades desenvolvidas em Mato Grosso. Parte dos integrantes estaria instalada no Complexo do Alemão.

A estrutura também teria servido como entreposto para a circulação de criminosos, recursos e apoio logístico entre os dois estados.

Investigação aponta presença de fuzis

A apuração também identificou a capacidade bélica do grupo. Conforme os elementos reunidos pela Polícia Civil, integrantes foram identificados portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito.

As investigações ainda apontaram registros relacionados à guarda e ao deslocamento de armas e munições. Em levantamentos realizados durante a operação, foram identificados soldados armados em áreas dominadas pela facção, inclusive com fuzis que apresentavam referências à organização criminosa e ao apelido atribuído à liderança investigada.

Alvo foi preso após deixar o Complexo do Alemão

Antes da deflagração da operação, um dos investigados já havia sido preso. O mandado de prisão foi cumprido na última quinta-feira (20), no Rio de Janeiro.

Apontado como um dos auxiliares da liderança investigada, o suspeito foi localizado com apoio da Polícia Civil fluminense depois de deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia.

Já durante a fase ostensiva da Dark Route, outros dois alvos foram presos em Várzea Grande. No município também foi cumprida uma ordem de busca e apreensão contra outro investigado.

Principal alvo continua foragido

O principal alvo da investigação é um criminoso foragido da Justiça de Mato Grosso, que permanece escondido no Rio de Janeiro e não foi localizado nesta etapa da operação.

Apesar disso, as novas investigações resultaram em mais um mandado de prisão preventiva contra ele.

Segundo a Polícia Civil, a fuga para o Rio de Janeiro não teria interrompido a atuação criminosa do investigado. Os elementos reunidos apontam que ele continuava utilizando áreas dominadas pela facção como pontos de proteção e articulação, mantendo contato com operadores financeiros, soldados armados, familiares e pessoas utilizadas para ocultar bens e interesses.

Frota de luxo é sequestrada

Além das prisões, a operação também atinge o patrimônio associado ao grupo. A investigação identificou uma frota de veículos de luxo que circulava entre integrantes da organização no eixo Rio de Janeiro–Mato Grosso.

Parte dos automóveis estaria formalmente registrada em nome de terceiros, mas seria utilizada por pessoas próximas à liderança investigada.

A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos: um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. Juntos, os veículos têm valor estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

Para a investigação, os automóveis eram utilizados não apenas para deslocamentos e logística, mas também como forma de ostentação e possível ocultação patrimonial.

O bloqueio dos bens faz parte da estratégia de descapitalização da organização criminosa, atingindo recursos utilizados para manter a estrutura e a rede de apoio dos investigados.

Operação busca atingir toda a estrutura

A Dark Route foi planejada para atingir diferentes pontos da organização criminosa simultaneamente. De um lado, a operação busca localizar e prender foragidos que utilizariam o Rio de Janeiro como base de proteção. De outro, procura atingir os responsáveis pelo suporte financeiro, operacional, logístico e patrimonial mantido em Mato Grosso.

Com as prisões já realizadas, os mandados ainda em cumprimento e o sequestro dos veículos de luxo, a investigação busca demonstrar que a utilização de território dominado por facções como esconderijo não impede a atuação das forças de segurança.

Origem do nome

O nome Dark Route faz referência à rota criminosa estabelecida entre Mato Grosso e Rio de Janeiro, apontada nas investigações como caminho utilizado para a circulação de integrantes da facção, recursos financeiros, suporte logístico e veículos ligados ao grupo.

A conexão entre os dois estados teria permitido aos investigados manter uma estrutura de apoio mesmo após a fuga de criminosos de Mato Grosso para o território fluminense.

Por Redação RBT News

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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