Pivetta anuncia edital para bloquear sinal de celulares em presídios de Mato Grosso
Governador afirma que medida busca impedir que detentos utilizem aparelhos para manter contato com integrantes de organizações criminosas fora das unidades
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o Estado prepara um edital para contratar serviços de bloqueio de sinal de celulares dentro dos presídios. A medida, segundo ele, tem como objetivo interromper a comunicação de presos que utilizam aparelhos telefônicos para transmitir ordens e manter contato com integrantes de organizações criminosas.

Pivetta declarou que o sistema penitenciário realiza ações de fiscalização e combate à entrada e ao uso irregular de celulares, mas avaliou que a instalação de bloqueadores seria uma solução permanente para impedir esse tipo de comunicação.
“Nós fazemos sistematicamente o combate, a fiscalização, mas infelizmente, ainda existem muitos casos desses. E a solução definitiva é bloqueador de celular”, afirmou.
Segundo o governador, a administração estadual já trabalha na elaboração do processo de licitação para viabilizar a contratação da tecnologia e dos serviços necessários para o bloqueio dos sinais nas unidades prisionais.
A discussão ganhou força após a deflagração da Operação Fariseus, realizada em 16 de julho, que investigou um esquema de comunicação entre detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e integrantes de organizações criminosas que atuariam em Mato Grosso e no Rio de Janeiro.
As investigações apontaram que uma das pessoas investigadas, Rhavenna Barcelos, teria utilizado a participação em um projeto social de caráter religioso como forma de facilitar a entrada de aparelhos celulares no sistema prisional. Conforme a apuração policial mencionada na investigação, os telefones teriam sido utilizados para intermediar comunicações ilícitas a partir do interior da unidade.
A proposta anunciada pelo governo pretende dificultar justamente esse tipo de comunicação, reduzindo a possibilidade de que aparelhos celulares sejam utilizados por detentos para manter contato com pessoas do lado de fora das unidades prisionais.
Por Redação RBT News




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