Pedro Taques: “Eu não vou desistir enquanto esse dinheiro não voltar para o povo de Mato Grosso”
O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, afirmou nesta quinta-feira (6) que continuará cobrando a apuração das supostas irregularidades envolvendo o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Taques voltou a fazer duras críticas ao caso e declarou que não irá recuar até que os fatos sejam esclarecidos.

Durante o pronunciamento, o ex-governador relembrou sua trajetória como procurador da República e afirmou que sempre conduziu sua atuação com perseverança em investigações de corrupção.
“Eu sempre acreditei e nunca desisti. Foi assim quando era procurador da República e também durante a minha vida pública”, declarou.
Ao abordar o acordo firmado pelo Estado com a Oi, Pedro Taques afirmou acreditar que houve desvio de recursos públicos. Segundo ele, o montante de R$ 308 milhões deveria ter sido utilizado em áreas essenciais da administração estadual.
“O dinheiro pertence ao povo de Mato Grosso. Era um recurso que poderia fortalecer a segurança pública, reduzir filas de cirurgias eletivas e melhorar os serviços de saúde”, afirmou.
Sem apresentar provas durante o vídeo, Taques declarou que os recursos teriam sido desviados por meio de fundos de investimento e afirmou que continuará acompanhando o caso.
“Eu não vou desistir enquanto esse dinheiro não voltar para o povo de Mato Grosso”, disse.
O ex-governador também afirmou que seguirá defendendo a responsabilização dos envolvidos, caso as investigações confirmem a prática de irregularidades.
As declarações foram divulgadas no mesmo dia em que o governador Mauro Mendes se manifestou sobre a operação da Polícia Federal relacionada ao acordo com a Oi. Em seu pronunciamento, Mendes negou qualquer irregularidade, afirmou que o acordo foi analisado e considerado legal por órgãos de controle e acusou adversários políticos, entre eles Pedro Taques, de promoverem uma perseguição política.
A investigação segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade criminal aos investigados, e o caso permanece em fase de apuração.
Por Redação RBT News




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