Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato recupera motor de quase R$ 150 mil levado em golpe contra empresa
Uma investigação conduzida pelo Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato com o apoio da Delegacia de Estelionato de Cuiabá resultou na recuperação de um motor elétrico de alto valor pertencente a uma empresa de Sorriso. O equipamento, avaliado em aproximadamente R$ 150 mil, havia sido levado após a aplicação de um golpe envolvendo falsa identidade comercial e uma complexa sequência de transportes.
Conforme informações colhidas pelo JK, o golpista teria se passado por um cliente tradicional da empresa, utilizando dados dessa pessoa para dar credibilidade à negociação. Após acertar a aquisição do motor elétrico, o suspeito teria apresentado um pagamento falso, fazendo com que a empresa acreditasse que a transação havia sido concluída.
A partir daí, o criminoso passou a utilizar transportadores que, segundo a investigação, agiram de boa-fé. O primeiro frete levou o motor da região de Sorriso até o Trevo do Lagarto, em Várzea Grande. No local, outro veículo teria assumido o transporte do equipamento e o levado para outro endereço. Posteriormente, um terceiro freteiro teria participado de mais uma etapa da movimentação da carga.
A sucessão de transportes teria sido uma forma de dificultar a identificação do verdadeiro destino do motor e romper o caminho entre a empresa vítima e quem estava por trás do golpe.
Investigação chegou ao local onde motor estava escondido
Mesmo após as sucessivas mudanças de destino, os investigadores conseguiram reconstruir o caminho percorrido pelo equipamento. Segundo o relato policial, técnicas investigativas permitiram identificar, nesta terça-feira (8), o local onde o motor estava.
Com a localização confirmada, a equipe de Sorriso solicitou apoio da unidade especializada em estelionato de Cuiabá, que foi até o endereço indicado e conseguiu recuperar o equipamento.
O motor deverá ser restituído à empresa vítima após os procedimentos legais.
Golpista explorou relação de confiança
O caso chama atenção pela forma utilizada pelo criminoso. Ao invés de abordar a empresa como um comprador desconhecido, o autor teria utilizado informações de uma pessoa que já mantinha relação comercial com o estabelecimento. Isso teria reduzido a desconfiança durante a negociação.
A ocorrência foi formalmente classificada como crime contra o patrimônio, na modalidade estelionato, e que o valor envolvido na negociação do motor era de R$ 125 mil.
A orientação da Polícia Civil é para que empresas reforcem a conferência de pagamentos, principalmente em negociações de alto valor, verificando diretamente junto à instituição financeira se boletos, transferências ou demais formas de pagamento foram efetivamente compensados antes da liberação de máquinas, equipamentos ou mercadorias.
A investigação continua para identificar todos os envolvidos no esquema e esclarecer a participação de cada pessoa que teve contato com o equipamento.
Por JK Notícias




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