Mulher é encontrada morta enterrada em mata em Várzea Grande; marido confessa feminicídio
Uma mulher identificada como Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, foi encontrada morta e enterrada em uma área de mata próxima à residência onde morava, no bairro Parque Atlântico, em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (7). O marido dela, Francisco Carlos, de 67 anos, foi preso após confessar o crime à Polícia Civil.
Segundo informações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito procurou a delegacia durante a madrugada e revelou ter assassinado a companheira, indicando aos investigadores o local onde havia escondido o corpo.
Equipes da DHPP se deslocaram até a região apontada pelo homem e localizaram o corpo da vítima próximo a um córrego, em uma área de mata fechada e de difícil acesso. O Corpo de Bombeiros precisou realizar o corte da vegetação para auxiliar nos trabalhos de resgate e perícia.
De acordo com o delegado Rogério Gomes, Francisco afirmou em depoimento que descobriu uma suposta traição da esposa no último sábado (2) e, desde então, teria planejado o assassinato.
Ainda conforme o relato prestado à polícia, na terça-feira (5), o suspeito convidou Elzilene para sair e a levou até a região de mata. No local, ele teria dito que ela morreria por conta da suposta traição. A vítima chegou a pedir perdão, mas acabou sendo agredida e desmaiou.
O homem relatou ainda que, ao perceber que Elzilene retomava a consciência e gritava por socorro, desferiu golpes de faca contra ela. Em seguida, arrastou o corpo até o córrego, onde a vítima morreu.
Após o crime, Francisco registrou um boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento da companheira, alegando que ela teria saído de casa e não retornado. Para a polícia, a intenção era despistar as investigações e afastar suspeitas sobre sua participação no feminicídio, já que familiares da vítima desconfiavam dele.
O suspeito foi preso em flagrante por feminicídio e encaminhado para a sede da DHPP, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.





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