Mulher denuncia cárcere e condições análogas à escravidão e é resgatada em Sinop
Uma mulher de 37 anos foi resgatada pela Polícia Militar na tarde de domingo (26), em Sinop, após denunciar que era mantida em situação de cárcere privado e submetida a condições análogas à escravidão. Uma mulher de 30 anos, apontada como responsável pelo local, foi conduzida à delegacia, e o caso está sendo apurado pela Polícia Civil.
Segundo informações repassadas pela vítima aos policiais, ela trabalhava em uma distribuidora de bebidas ligada à suspeita e teria passado a sofrer ameaças e agressões após ser acusada, no dia 18 de abril, de um suposto desvio de dinheiro do estabelecimento.
Conforme o relato, após a acusação, ela foi levada para uma quitinete e obrigada a continuar trabalhando para quitar uma suposta dívida, sem receber pagamento. A vítima afirmou ainda que era impedida de deixar o local, teve o celular tomado e recebia apenas uma refeição por dia.
A denúncia chegou à polícia depois que a mulher conseguiu pegar um celular emprestado, criar um perfil em rede social e pedir ajuda ao Raio da Polícia Militar.
Durante o atendimento, os policiais constataram marcas e hematomas pelo corpo da vítima, lesões que, segundo o boletim de ocorrência, seriam compatíveis com as agressões narradas por ela.
A mulher também relatou que trabalhava havia cerca de quatro meses sem registro em carteira e que, nos últimos dois meses, não recebia salário, atuando apenas em troca de moradia e alimentação.
A suspeita negou ter mantido a vítima em cárcere ou cometido agressões. Ainda assim, durante a ocorrência, a polícia apreendeu, com autorização da investigada, o equipamento que armazenava imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, material que deverá auxiliar nas investigações.
As duas foram encaminhadas à delegacia para os procedimentos cabíveis, e o caso segue sob investigação.
Por Rbt News





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