Mulher de 38 anos é condenada após se passar por adolescente de 12 anos e viver com família por 14 meses
Uma mulher de 38 anos foi condenada pela Justiça após se passar por uma adolescente de 12 anos e viver durante aproximadamente 14 meses com uma família de Joinville, em Santa Catarina.
Segundo o processo, Amanda Maria Souza de Oliveira teria criado uma identidade falsa para conquistar a confiança dos moradores e permanecer na residência.
De acordo com a sentença, a mulher teria apresentado histórias relacionadas a abandono e problemas de saúde para convencer a família de que precisava de acolhimento. Acreditando estar recebendo uma adolescente em situação de vulnerabilidade, os moradores passaram a tratá-la como filha e assumiram despesas com alimentação, moradia, medicamentos e outros cuidados.

A suspeita de que havia algo errado surgiu quando uma parente da família decidiu pesquisar informações sobre Amanda na internet. Durante a busca, encontrou registros de situações semelhantes envolvendo a mulher.
O caso foi então comunicado às autoridades, que iniciaram a apuração. Ao longo da investigação, foram reunidos documentos, depoimentos e testemunhos, além de informações extraídas de um aparelho celular apreendido.
Farsa descoberta
Conforme os elementos analisados no processo, Amanda teria mantido a falsa identidade de forma consciente durante o período em que permaneceu com a família. A investigação apontou que a estratégia tinha como objetivo obter vantagens materiais e garantir o acolhimento oferecido pelos moradores.
A descoberta da verdadeira identidade também provocou impactos emocionais na família, que acreditava estar ajudando uma adolescente de 12 anos em situação de abandono e vulnerabilidade.
Condenação
Amanda foi condenada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A pena estabelecida pela Justiça foi de 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão, além de 4 meses e 18 dias de detenção, inicialmente em regime semiaberto.
A prisão preventiva foi mantida pela Justiça, e a condenada não poderá recorrer em liberdade.
Segundo a sentença, ficou demonstrado que a mulher enganou deliberadamente a família para obter benefícios, utilizando uma identidade falsa e histórias pessoais para manter a confiança dos moradores.
O caso chama atenção pela duração da farsa e pela forma como a falsa identidade foi utilizada para estabelecer vínculos afetivos e obter moradia, alimentação, medicamentos e outros benefícios.
Por RBT News




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