Morre Netinho, cantor que foi ícone da axé music e voz de ‘Milla’, aos 60 anos

Morreu na manhã desta terça (13), aos 60 anos, o cantor Netinho, ícone da axé music que se consagrou como a voz dos hits “Milla” e “Beijo na Boca”. A notícia foi divulgada pela equipe nas redes do artista.

A causa da morte foi insuficiência renal e falência múltipla de órgãos, causadas por um linfoma não Hodgkin do tipo B, tipo de câncer que ataca o sistema linfático. Netinho estava internado num hospital de Salvador e havia anunciado, no fim de setembro, que se afastaria das redes para se dedicar ao tratamento.

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O cantor Netinho em foto de 1995 – João Quaresma/Folhapress

“Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível”, diz o post no Instagram do cantor. “Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo.”

“Netinho partiu tranquilo. Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer: ‘Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte'”, segue o comunicado.

Ainda segundo a equipe de Netinho, o velório e a cerimônia de cremação serão restritos a familiares e amigos mais próximos, conforme desejo do cantor. “Neste momento de profunda dor e despedida, pedimos respeito à privacidade da família e dos amigos, para que possam vivenciar esse momento com a serenidade e o recolhimento necessários.”

Uma das vozes de maior sucesso da axé music a partir do fim dos anos 1980, Netinho nasceu em 1966 em Santo Antônio de Jesus, na região do Recôncavo Baiano. Após perder o pai, quando tinha 9 anos, ele se mudou com a família para Salvador. Lá, aos 14, ganhou da mãe seu primeiro violão e começou a praticar música por conta própria.

Dois anos mais tarde, o artista entrou na Universidade Católica de Salvador para cursar Engenharia Civil. Apesar dos estudos, não demorou a começar a se apresentar em colégios e teatros, em que cantava músicas da MPB e da Bossa Nova.

Em 1986, ele iniciou sua carreira profissional ao se apresentar como folião no Bloco Beijo, no Carnaval de Salvador. Puxado por Luiz Caldas e pela Banda Acordes Verdes, o trio o aproximou do grupo e, dois anos mais tarde, após a saída de Caldas, fez dele um dos vocalistas da Banda Beijo, criada em 1988.

Em novembro daquele ano, “Beijo na Boca”, maior hit do grupo, tornou-se um sucesso de Carnaval e logo estourou nas rádios do país. No ano seguinte, o grupo se tornou a primeira banda baiana a se apresentar no “Domingão do Faustão”, o que abriu ainda mais portas para o artista em regiões fora do circuito do axé.

Entre 1990 e 1992, Netinho viu a Banda Beijo puxar um trio elétrico na Itália, durante a Copa do Mundo, e lançar discos como “Badameiro”, o primeiro dirigido por ele, e “Aconteceu Axé Music”, que, segundo o site oficial do cantor, saiu em defesa da axé music após os ataques de um jornalista baiano.

Daí saíram canções como “A Vida é Festa”, “Estrela Primeira” e “Barracos”, que também conquistaram as rádios ao falar sobre a alegria de viver, o amor profundo e mesmo denunciar condições precárias nas periferias brasileiras, como é o caso da última.

Netinho decidiu investir na carreira solo pouco após o disco e, em 1993, convidado pela Polygram, lançou seu primeiro álbum solo, “Um Beijo para Você”. A faixa “Menina” logo entrou para a trilha sonora da novela “Tropicaliente”, da Globo.

Ainda nos anos 1990, vieram sucessos como “Como”, que integrou a trilha da novela “História de Amor”, outra atração da emissora nacional, e o disco “Netinho”, que o cantor concluiu nos Estados Unidos —e contou com participações de músicos como Sandra de Sá, Renato Borghetti e ex-músicos da banda “Earth, Wind and Fire”— e rendeu a ele o seu terceiro disco de platina.

“Milla”, até hoje considerada um dos maiores hinos do axé e música indissociável do Carnaval baiano. Uma regravação do grupo Jheremmias Não Bate Córner, que daria origem ao Jammil e Uma Noites, ganhou versões em diversos idiomas após estourar com Netinho.

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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