Moradores da aldeia indígena Capoto-Jarina cobram reparo em ponte após acidente
Moradores da aldeia Capoto-Jarina cobram do poder público manutenção para pontes que dão acesso a comunidade, em especial uma delas, que está danificada há cerca de um mês, dificultando acesso do abastecimento de alimentos de escola indígena local e o transporte de pacientes para consultas médicas a 260 quilômetros, na cidade de Peixoto de Azevedo (MT).

De acordo com Monhire Metuktire, que é diretor da Escola Municipal Indígena Roikore, cerca de 17 pontes na região apresentam problemas estruturais, mas uma delas tem preocupado mais os moradores, após uma queda de parte da estrutura interromper o acesso à comunidade.
No dia 16 de abril a ponte cedeu no momento em que um caminhão de fornecimento de alimentos atravessava para retornar a cidade. Imagens feitas por moradores mostram o veículo do Programa Nacional de Alimentação Escolar tombado na mata, próximo a um rio que passa por baixo da estrutura.
A ponte improvisada com pedaços de tronco, com terra e cascalho não suportou o peso e cedeu.
Monhire narra que, apesar das dificuldades, o fornecimento de alimentos tem sido feito por via aérea e que a comunidade indígena conta com enfermeiros no local. Contudo, teme que a situação se prolongue e as dificuldades sejam agravadas.
Atualmente, 137 alunos estão matriculados na unidade escolar, que conta com oito professores.
Ele conta que o fornecimento da merenda escolar ocorre de dois em dois meses, mas questiona como os alimentos chegarão em breve devido aos problemas na ponte. “Como será o próximo mês para a comida chegar na aldeia?”, questiona.

Segundo ele, a preocupação também se dá com os anciões e com mulheres grávidas na aldeia, pois embora recebam atendimentos médicos na aldeia, os casos de urgência e emergência precisam ser deslocados para a cidade.
O Primeira Página busca contato com a Prefeitura de Peixoto de Azevedo para verificar quais ações tem sido adotadas para reforma nas pontes que dão acesso a comunidade e qual suporte tem sido oferecido para assistência médica e hospitalar dos moradores. Espaço segue aberto para manifestações.
Por Primeira Página




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