Médico cuiabano que caiu do 7º andar durante sonambulismo faz vaquinha com meta de R$ 240 mil para comprar joelho eletrônico
O médico cuiabano Vitor Piva está realizando uma vaquinha virtual para arrecadar recursos e conseguir adquirir uma prótese com joelho eletrônico para a perna que foi amputada. Vitor sofreu uma queda do sétimo andar de um prédio em 29 de junho de 2022 e sofreu graves ferimentos que acarretaram sequelas. A meta é atingir R$ 240 mil para aquisição da prótese.

De acordo com as informações publicadas por Vitor em rede social, a prótese representa a possibilidade de avançar na mobilidade e buscar mais segurança e confiança para se movimentar. “Ela representa mais autonomia para realizar atividades do dia a dia e seguir construindo a vida que quero viver”, escreveu.
Segundo o médico, a meta é arrecadar R$ 240 mil para viabilizar a compra, sendo que, até o momento R$ 8 mil foram doados. Vitor afirma que o valor é alto, mas a soma de muitas contribuições pode transformar o objetivo em realidade.
Por isso, criei a campanha “Meu próximo passo: uma nova prótese”. Se você puder contribuir, sua ajuda será parte dessa conquista. Se neste momento não puder doar, compartilhar minha história com amigos, familiares e outras pessoas também pode abrir caminhos. Vou compartilhar as etapas da campanha e a prestação de contas da aquisição, para que você acompanhe o destino dos recursos. Depois de tudo o que aconteceu, poder pensar no futuro tem um significado enorme para mim. E é para esse futuro que eu quero dar meu próximo passo. Obrigado por fazer parte da minha história.
Queda acidental e luta pela reabilitação
O médico cuiabano Vitor Piva sofreu um grave acidente em 29 de junho de 2022, após tomar doses do medicamento Zolpidem para conseguir dormir após um plantão exaustivo. Na época ele morava em um prédio, na região central de São Paulo. Ele afirma que só se recorda de acordar hospitalizado.
Em rede social, Vitor mencionou que a investigação policial concluiu que o acidente foi causado pelo uso do medicamento, que tem entre os efeitos colaterais alucinações e sonambulismo.
“Eu sobrevivi, reconstruí minha vida, sigo em reabilitação e hoje trabalho como médico perito judicial e assistente técnico. Não conto isso para demonizar um medicamento, nem para comemorar o acidente. Conto porque talvez alguém que esteja seguindo um caminho parecido com o meu consiga parar antes de chegar onde eu cheguei”, afirmou.
Após o acidente, Vitor teve de recomeçar a vida e conviver com as sequelas. Ele perdeu completamente a visão, teve a perna direita acima do joelho amputada e ficou mais de dois meses internado. Desde então passa por tratamentos e reabilitação para poder retomar a rotina.
“Voltar para casa foi apenas o começo. Eu precisava aprender a viver sem enxergar e com uma nova condição física. Atividades que antes eram simples passaram a exigir adaptação, esforço e ajuda. Com minha família ao meu lado, fui reconstruindo a rotina e encontrando novas maneiras de seguir Cada conquista passou a ter outro significado”, disse em rede social.
Hoje Vitor usa prótese mecânica e também cadeira de rodas. Neste momento, a prótese com joelho eletrônico representa a possibilidade de avançar na mobilidade e mais segurança para se movimentar.
Interessados em ajudar podem fazer doações aqui.
“Qualquer valor é bem-vindo. E compartilhar esse vídeo também me ajuda muito, porque faz a campanha chegar a pessoas que ainda não me conhecem. Obrigado a quem está comigo nessa. De coração”, concluiu Vitor.




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