Medeiros quer proibir operações policiais contra candidatos nos seis meses antes da eleição
O deputado federal José Medeiros (PL) disse que vai apresentar um projeto de lei para proibir a realização de operações policiais contra candidatos nos seis meses que antecedem as eleições no Brasil. A declaração foi dada na terça-feira (11), em Brasília, ao comentar a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que atingiu seu adversário na disputa ao Senado, o ex-governador Mauro Mendes (União), além do núcleo político e familiar do ex-chefe do Executivo estadual.

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Segundo Medeiros, apesar de Mauro ser seu adversário direto na eleição, operações realizadas às vésperas ou durante o período eleitoral acabam provocando reflexos que ultrapassam a figura do investigado e atingem toda a coligação.
“Ninguém vai morrer se uma operação deixar de ser feita seis meses antes do período eleitoral. Eu penso que teve todo o tempo do mundo e tem todo o tempo do mundo para se fazer todas as operações possíveis antes do período eleitoral”, afirmou.
A Operação Heritage foi deflagrada logo após o fim das convenções partidárias e apura supostas irregularidades envolvendo um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.
Medeiros afirmou que a data da operação chamou atenção e disse considerar a coincidência excessiva, mesmo tratando-se de um adversário político.
“Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas, ela é muita coincidência para ser só coincidência”, declarou.
O parlamentar defendeu que, no ano eleitoral, operações contra candidatos sejam realizadas até seis meses antes do pleito. Depois desse prazo, segundo ele, as medidas deveriam ficar para depois da eleição.
“Eu tenho um projeto para que, no ano eleitoral, seis meses antes, as operações têm que ser feitas até seis meses antes contra o cara que é candidato. Depois, só depois da eleição”, disse.
Para Medeiros, o impacto de uma operação durante a campanha não se limita ao investigado, pois pode contaminar o ambiente eleitoral e influenciar outras candidaturas vinculadas ao mesmo grupo político.
“Isso se torna um problema. Isso não é só a questão do cara em si que estiver envolvido em qualquer investigação. Isso acaba refletindo em todas as outras candidaturas daquela coligação. Então, a gente precisa chegar num momento de segurança jurídica nesse país”, completou.




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