Max Russi põe deputados em alerta para votar decreto de intervenção no DAE em Várzea Grande
A apreciação do decreto de intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), em razão da precariedade na prestação do serviço de abastecimento de água, terá prioridade na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A garantia foi dada pelo presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), hoje (8), ao afirmar que a matéria será colocada em pauta assim que chegar na Casa de Leis.

No início deste mês, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, como relator do processo acionou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e comunicou o governo estadual para retirar a autonomia da Prefeitura de Várzea Grande quanto o saneamento básico da cidade. O conselheiro defendeu uma ação judicial imediata para que o governo do Estado intervenha no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG).
Hoje, ao ser questionado pela imprensa o deputado Max Russi respondeu que está acompanhando todo processo e espera o decreto ser protocolado no parlamento estadual, independente do período eleitoral.
“Tem uma série de restrições eleitorais que não podem ter votação, mas nesse período vamos fazer as sessões de forma normal, esperar alguns projetos, talvez essa questão da Intervenção do DAE/VG, que algo que a gente defende possa estar chegando para votação do decreto, então, nós vamos estar aqui fazendo todas as sessões normalmente”, frisou o presidente da ALMT.
Entenda a polêmica do DAE/VG
A representação formal do TCE-MT é baseada no Acórdão nº 617/2025, que reprovou as contas da autarquia devido ao colapso administrativo e financeiro. Um rombo em vários setores: dívida com a empresa Energisa (R$ 172,2 milhões), o órgão ocultou do balanço oficial R$ 143,9 milhões em precatórios, débitos com fornecedores e o DAE de VG deixou vencer R$ 158,8 milhões em tarifas atrasadas de água e esgoto sem registrar os devedores na dívida ativa, abrindo mão de um dinheiro essencial para investir na rede de abastecimento da cidade vizinha da capital.
Por Repórter MT




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