Mato Grosso lidera no campo, mas consumidor enfrenta uma das cestas básicas mais caras do país
Antes de colocar comida na mesa, muitos trabalhadores brasileiros já comprometem mais da metade da renda mensal. É o que mostram dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese, que apontam um cenário de pressão crescente sobre o orçamento das famílias em todo o país.
Em Mato Grosso, a situação chama atenção. Cuiabá registrou uma das cestas básicas mais caras do Brasil em maio de 2026, com custo de R$ 925,49. O valor ficou atrás apenas da capital paulista e coloca o estado entre aqueles onde a alimentação pesa mais no bolso de quem recebe salário mínimo.
O levantamento indica que, em diversas regiões brasileiras, grande parte da renda do trabalhador é consumida apenas com a compra dos itens básicos de alimentação. No caso de Mato Grosso, o percentual está entre os mais elevados do país, evidenciando o impacto da inflação dos alimentos sobre o custo de vida.

Além do aumento dos preços, o estudo mostra uma distância significativa entre o salário mínimo atual e o valor considerado necessário para atender às necessidades de uma família. Segundo os cálculos do Dieese, seriam necessários quase R$ 8 mil mensais para cobrir despesas como alimentação, moradia, transporte, saúde e educação.
Apesar de ser um dos principais produtores de alimentos do Brasil, Mato Grosso enfrenta reflexos do cenário nacional de alta nos preços. Especialistas apontam que fatores como logística, custos de produção e dinâmica de mercado influenciam diretamente o valor final pago pelos consumidores.


Os dados reforçam uma realidade sentida diariamente pela população: sobra cada vez menos dinheiro para outras despesas após a compra dos alimentos essenciais. Para famílias de baixa renda, a situação exige adaptações no orçamento e mudanças nos hábitos de consumo para equilibrar as contas.





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