Justiça mantém prisão de médico acusado pela morte de adolescente de 15 anos em Guarantã do Norte
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, investigado pela morte da adolescente Kethlyn Vitória de Souza, de 15 anos, ocorrida em maio de 2025, no município de Guarantã do Norte.
A defesa alegou que o acusado está preso preventivamente há mais de um ano sem que tenha sido condenado em definitivo, sustentando que haveria excesso de prazo na manutenção da custódia. Os advogados também defenderam que não existem mais os motivos que justificaram a prisão, destacando que o médico possui residência fixa, exerce atividade profissional regular e não apresentaria risco de fuga ou de voltar a cometer crimes.
Outro argumento apresentado foi a situação da unidade prisional onde Bruno está detido. Segundo a defesa, a superlotação do sistema carcerário comprometeria direitos fundamentais do investigado e dificultaria o pleno exercício da defesa.
Ao analisar o caso, o desembargador Lídio Modesto observou que documentos considerados indispensáveis para a apreciação do pedido não foram anexados ao processo. Entre eles, estava a decisão que manteve a prisão preventiva do médico, peça necessária para avaliar a legalidade da medida.
O magistrado também ressaltou que não foram apresentados elementos concretos capazes de demonstrar que o acusado enfrenta condições degradantes específicas ou tratamento incompatível com a dignidade humana dentro da unidade prisional. Conforme destacou, alegações genéricas sobre superlotação não são suficientes para justificar a concessão de liberdade provisória.
Diante da falta de documentação essencial, o desembargador decidiu extinguir o habeas corpus sem analisar o mérito do pedido.
Caso ocorreu dentro de veículo
Kethlyn Vitória de Souza morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça na madrugada de 3 de maio de 2025. Bruno Felisberto, então namorado da adolescente, é apontado pelas investigações como responsável pelo disparo. A defesa sustenta que o tiro ocorreu de forma acidental.
De acordo com a investigação, a jovem foi levada ao hospital durante a madrugada, mas não resistiu aos ferimentos. Quando os policiais chegaram à unidade de saúde, o médico já havia deixado o local. Dois dias depois, ele se apresentou às autoridades e acabou tendo a prisão em flagrante convertida em preventiva.
Em depoimento, Bruno afirmou que ele e a adolescente retornavam para casa após uma noite de lazer e que ambos haviam consumido bebida alcoólica antes do ocorrido.
Por Rbt News





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