Jayme prevê novas operações em MT e diz que grupo investigado é ‘pior’ que PCC e CV: ‘Não sobra cadeia’
O senador Jayme Campos (União) afirmou que informações que circulam nos bastidores apontam para a realização de novas operações em Mato Grosso nos próximos dias.
Sem citar nomes ou apontar diretamente quais investigações estariam em andamento, ele disse que a situação no Estado envolve, na avaliação dele, uma estrutura de “organização criminosa” e fez uma comparação com facções como o PCC e o Comando Vermelho.

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“Pelas informações que eu tenho, eles dizem que estamos antecipando, eu vejo boatos correndo na praça, que não é uma não, né, amigo? Me parece que vêm duas ou três, o trem é mais feio do que se pensa”, destacou.
Ao comentar o que considera a gravidade dos fatos que estariam sendo investigados em Mato Grosso, Jayme afirmou que a situação seria semelhante à atuação de uma organização criminosa. Na declaração, comparou o cenário a facções criminosas conhecidas nacionalmente.
“Para mim é organização criminosa. PCC, Comando Vermelho, os Irmãos do Norte é fichinha do que está acontecendo aqui”, comentou.
Jayme ainda afirmou que possui informações que, caso fossem integralmente reveladas, poderiam resultar em um grande número de prisões.
“Se eu for abrir o bico aqui, desculpe a expressão das palavras, se eu for falar tudo o que eu sei, acabou o Mato Grosso. Não sobra cadeia para tanta gente, vai ter que ir buscar novos presídios. Aquele de lata, não tem? No Espírito Santo estão usando um container para prender gente.É o que vai acontecer aqui em Mato Grosso”, disse.
A última operação da Polícia Federal envolvendo políticos em Mato Grosso foi a Operação Heritage, que teve como principal alvo o ex-governador Mauro Mendes (União). A investigação alcançou 25 pessoas ligadas ao ex-governador e apura suspeitas de desvio de recursos públicos, organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Entre as medidas determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão a proibição de contato entre investigados, incluindo Mendes e Fábio Garcia, além do bloqueio e da indisponibilidade de bens de até R$ 316 milhões. O caso envolve um negócio estimado em R$ 308 milhões.
Deflagrada em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, a operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e provocou uma crise política no grupo ligado ao governo. Fábio Garcia, que era vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), desistiu da candidatura após ser alcançado pelas medidas judiciais. Na sequência, Mauro Carvalho deixou a Casa Civil e Francisco Lopes saiu da Procuradoria-Geral do Estado.
Senador nega uso político de denúncias
A postura de Jayme ocorre após o senador não conseguir emplacar sua candidatura ao governo dentro do União Brasil. Na convenção da legenda, o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes venceu a disputa interna, e o partido passou a integrar o projeto de Pivetta.
Jayme anunciou apoio ao senador Wellington Fagundes (PL), adversário de Pivetta na disputa pelo governo.
Diante do novo posicionamento, o senador negou que eventuais denúncias ou cobranças feitas por ele tenham como objetivo atingir adversários ou o grupo de Mauro Mendes.
“Esse eu fiz. Ademais, nunca fiz e jamais farei. Não sou nenhum cidadão que usa essa prática com interesse político pessoal”, comentou.
Jayme afirmou que a única denúncia apresentada por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF) envolve o caso dos empréstimos consignados de servidores públicos de Mato Grosso. A iniciativa, segundo ele, foi feita em conjunto com os senadores Carlos Fávaro (PSD) e Wellington Fagundes.
“Nunca, jamais, em tempo algum, eu fiz nenhuma denúncia. Agora que eu fiz uma denúncia, eu, Carlos Fávaro e Wellington, pedindo ao ministro André Mendonça que apoie o caso dos consignados, ele se me deixa indignado de ver os servidores do Mato Grosso sendo roubados, e foram roubados à luz do dia”, ressaltou.
“Tem cidadão que já prestou 20 mil, já pagou 30 e ainda deve 50. Isso é um assalto à mão armada. Quase que é um latrocínio quando você mata para roubar. Isso está acontecendo”, completou.
O senador também citou outros investimentos e processos de concessão realizados em Mato Grosso e defendeu que sejam submetidos à apuração.
“Tem que ser apurado. É só lambança também”, enfatizou.
Por Olhar Direto




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